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quinta-feira, 1 de maio de 2008
Blog do Josias: PT pede socorro a Lula para montar coligação de SP
A direção do PT pediu socorro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo que o presidente entre no jogo eleitoral paulistano para convencer os "aliados" de Brasília a integrar a coligação de Marta Suplicy à Prefeitura de São Paulo, informa o blog do Josias de Souza.
O partido argumentou que a entrada em cena do presidente é o único modo de o PT se contrapor à movimentação do governador tucano José Serra, empenhado em reeleger o prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Depois de perder o PMDB para a campanha de Kassab, o PT vê cada vez mais distante uma composição com o PR, que também pende para um acerto com o DEM.
Na semana passada, o presidente estadual do PMDB, Orestes Quércia, anunciou um acordo para apoiar a reeleição do prefeito paulistano em troca do apoio da oposição em sua candidatura ao Senado, em 2010.
O PR era, depois de Quércia, a aposta que o partido de Lula considerava mais segura para apoiar Marta.
Por sua vez, o chamado bloquinho (PSB, PCdoB e PDT) não sabe se lança uma candidatura própria ou se acerta com a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Apesar da "tucanagem", a candidatura de Alckmin poderá se viabilizar (Leia o Blog do Josias)

PSDB formaliza candidatura Alckmin em 5 de maio
Folha
Geraldo Alckmin acertou com a cúpula nacional e com a direção municipal do PSDB o dia do lançamento formal de sua candidatura ao cargo de prefeito de São Paulo. Será daqui a uma semana, em 5 de maio. Seu nome será aprovado em reunião da Executiva do partido na capital paulista.
Com isso, Alckmin pretende enterrar o falatório acerca da possibilidade de desistir da disputa. Nesta segunda-feira (28), para evitar que o diz-que-diz continue a alçar vôo nos sete dias que faltam para a reunião da Executiva, os partidários de Alckmin realizam um ato de apoio a ele. Será num auditório chamado “Espaço Veneza”, na região central de São Paulo.
As especulações que roem a postulação de Alckmin tonificaram-se na semana passada, depois que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) obteve o apoio do PMDB de Orestes Quércia. Sob aplausos invisíveis de José Serra. Embora tucano como Alckmin, Serra joga o seu prestígio na reeleição de Kassab.
Com o assentimento do candidato, o pedaço do PSDB que está com Alckmin prepara uma espécie de arapuca para Serra. Algo que force o governador a apoiar, ao menos em público, a opção partidária. Planeja-se o seguinte:
Depois de receber, finalmente, a chancela formal do PSDB paulistano, Alckmin será aclamado num ato público a ser realizado antes do fim de maio -espera-se que aconteça até o dia 20. A coisa foi concebia para transbordar as fronteiras de São Paulo.
A idéia é arrastar para o ato pró-Alckmin os principais grão-duques do tucanato – de Fernando Henrique Cardoso, presidente de honra, a Sérgio Guerra, mandachuva de fato; de Arthur Virgílio, líder no Senado, a José Aníbal, líder na Câmara; de Aécio Neves, governador de Minas, a –surpresa (!), pasmo (!!), estupefação (!!!)—José Serra, chefe do Executivo paulista.
Em conversa com o repórter, um auxiliar de Serra brincou: “É preciso ver como vai estar a agenda do governador no dia do evento. A defesa dos interesses do Estado tem exigido do governador muitas viagens. Algumas delas para o exterior.”
A despeito do oba-oba urdido por Alckmin e seu grupo, o candidato tucano continua padecendo de graves fragilidades políticas. Vai à campanha tendo contra si as máquinas do Estado e do município. E faltam-lhe, por ora, aliados capazes de tonificar o seu tempo de TV.
Hoje, o tucano dispõe de escassos 3min de propaganda eleitoral. É menos da metade do tempo de publicidade de Kassab que, vitaminado pelo PMDB, levou ao embornal algo como 7min30s de tempo de TV. Alckmin precisa, desesperadamente, de alianças. Cobiça o PTB (2min de televisão) e o chamado bloquinho (PSB-PDT-PCdoB, 4min de propaganda). Este último é assediado também pelo PT de Marta Suplicy.
Neste domingo (27), Alckmin participou de missa em memória do padrinho político Mário Covas. Celebrou-a um pároco conhecido como padre Ticão. Era velho amigo de Covas, que costumava chamá-lo de "padre Pidão." Uma alusão aos pedidos de ajuda para obras sociais que o prelado custumava encaminhar ao Palácio dos Bandeirantes.
Se estivesse vivo, Covas teria feito aniversário de 78 anos em 21 de abril. Daí a missa. Além de Alckmin, compareceram familiares de Covas e políticos tucanos. Entre eles o deputado federal José Aníbal, líder da legenda na Câmara. Em conversa com o blog, Anibal disse ter encontrado um Alckmin animado com o desafio da campanha. Festejou a decisão de oficializar a candidatura em 5 de maio. "Esse ambiente de indefinição só interessa aos adversários", disse.
Escrito por Josias de Souza às 01h23
segunda-feira, 31 de março de 2008
Alckmin é pressionado pelo DEM; PSDB e PT já articulam alianças
Por Carmen Munari SÃO PAULO (Reuters) - O ex-governador Geraldo Alckmin, virtual candidato tucano à prefeitura de São Paulo, continua sob pressão para manter a aliança com o Democratas. Nesta segunda-feira, ele recebeu o apelo do líder da bancada de vereadores do DEM, Carlos Apolinário, para dialogar com o prefeito Gilberto Kassab. "Ele me garantiu que a ponte não está quebrada, que ainda que há possibilidade de conversa", disse Apolinário. O vereador contou que o encontro, realizado no escritório de Alckmin, levou 40 minutos. "Fui conferir se ainda havia possibilidade de entendimento com Kassab", disse Apolinário, que agora vai relatar a conversa ao prefeito. Kassabistas insistem no apoio dos tucanos à candidatura do prefeito na eleição deste ano, enquanto o movimento pró-Alckmin realizou um ato com cerca de 800 correligionários a favor de sua candidatura na semana passada. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, tentou colocar um ponto final na disputa ao afirmar que não havia mais entendimento e que cada partido vai sair com um candidato. Alckmin, que divide a liderança da mais recente pesquisa Datafolha com a petista Marta Suplicy, começa a ter agenda de candidato e vai a Brasília dia 8 de abril para encontro com deputados tucanos, enquanto seus aliados iniciaram a articulação das coligações para a campanha, sem o DEM. Edson Aparecido (SP), da bancada federal e um dos políticos mais próximos do ex-governador, afirma que os alvos principais são o PPS, PTB, PDT e PMDB. O objetivo é fechar os acordos até maio, mas, à exceção do PPS, os demais são da base de sustentação do governo Lula. MARTA COM LULA Os petistas miram o PR, o PCdoB e também o PMDB. "As conversas já existem", disse um parlamentar próximo às negociações. O PT municipal começou a debater o plano de governo e realizou seminário neste sábado em que a militância optou pela área em que vai atuar para colaborar com o programa. Após 14 dias em viagem à China, em atividades para promover o turismo nacional, Marta chega nesta terça-feira. O principal compromisso da ministra do Turismo nesta semana será na sexta-feira, no Guarujá, litoral de São Paulo, quando lança a ampliação do programa Viaja Mais Melhor Idade, com o aumento do número de hotéis que concedem descontos a pessoas acima de 60 anos. No ato, ela conta com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Marta recebeu o aval de Lula para se lançar candidata em meados de março. Ainda assim, não tomou uma resolução pública, enquanto o partido pressiona para uma decisão ainda em abril. Kassab, em terceiro na pesquisa, tem mantido desde janeiro um ritmo de trabalho intenso. Há dias em que sua agenda tem quatro compromissos públicos. Seu principal alvo são as inaugurações de AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais).UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
UOL
domingo, 30 de março de 2008
Marta e Alckmin têm empate técnico em pesquisa em SP
30/03/2008 - 14h17
SÃO PAULO (Reuters) - A ministra do Turismo, Marta Suplicy, e o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) aparecem tecnicamente empatados em pesquisa do Datafolha sobre a corrida eleitoral deste ano para a prefeitura de São Paulo.
Segundo o levantamento, publicado na edição deste domingo do jornal Folha de S. Paulo e realizado entre os dias 25 e 26 de março, Marta tem 29 por cento das intenções de voto contra 28 por cento do ex-governador.
Na pesquisa anterior, feita no dia 14 de fevereiro, Alckmin tinha 29 por cento da preferência do eleitorado, contra 25 por cento da ministra e ex-prefeita paulistana.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) teve oscilação positiva de 12 para 13 por cento, segundo o Datafolha, que também apontou o deputado federal Paulo Maluf (PP) caindo de 10 para 8 por cento da preferência do eleitorado, e a deputada federal e ex-prefeita Luiza Erundina (PSB) indo de 8 para 7 por cento das intenções de voto. Os votos brancos e nulos somam 7 por cento.
O Datafolha ouviu 1.089 pessoas para o levantamento e também colheu a opinião do eleitorado em cenários sem a presença de todos os candidatos cotados a disputarem a eleição.
No cenário sem Maluf, Alckmin tem 30 por cento, seguido de perto por Marta que soma 29. Nessa hipótese, Kassab ficaria com 15 por cento e os votos brancos e nulos somariam 8 por cento.
Na eventualidade de Erundina não disputar a prefeitura, as posições dos dois líderes nas pesquisas se invertem e Marta soma 30 por cento, contra 29 do ex-governador. Kassab mantém os 15 por cento. Nesse caso, a soma dos votos brancos e nulos também é de 8 por cento.
Caso nem Maluf nem Erundina participem da disputa, o instituto aponta empate em 32 por cento entre Alckmin e Marta. Kassab aparece com 17 por cento da preferência. Brancos e nulos somam 9 por cento.
No levantamento realizado com resposta espontânea, Kassab ultrapassa Alckmin e fica na segunda posição com 11 por cento da preferência. Marta lidera com 15 por cento e o ex-governador ficaria com 8 por cento.
A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
APROVAÇÃO RECORDE
O Datafolha também realizou levantamento sobre a avaliação da gestão de Kassab, que apontou o prefeito com a maior aprovação desde a sua posse. O prefeito obteve 38 por cento de ótimo ou bom no levantamento de 25 a 26 de março, conta 35 por cento que lhe davam essa avaliação em 14 de fevereiro.
A pesquisa, que tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, também mostrou a avaliação regular caindo de 35 para 31 por cento e o percentual de eleitores que consideram a gestão do democrata ruim ou péssima subindo de 23 para 27 por cento.
A nota média dada ao prefeito, levantada pelo Datafolha numa escala de 0 a 10, caiu de 5,5 para 5.4.
(Texto de Eduardo Simões)
UOL
Boa gestão leva ao avanço de Marta, diz Suplicy
Eduardo Suplicy diz que a ex-prefeita teve sucesso principalmente na área de transporte público e educação, com os Centros Educacionais Unificados.
A pesquisa Datafolha divulgada ontem revela que Marta Suplicy possui 29% das intenções de voto, empatada tecnicamente com Geraldo Alckmin.
quinta-feira, 20 de março de 2008
Candidatura de Alckmin divide líderes tucanos
SÃO PAULO - A disputa pela indicação do PSDB para a pPrefeitura de São Paulo separou o tucanato paulista em dois campos: um, historicamente ligado ao governador José Serra e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que apóia a manutenção da aliança com o DEM e a reeleição do atual prefeito Gilberto Kassab (DEM); e outro, ligado ao ex-governador Geraldo Alckmin, que se lançou defendendo a tese de candidatura própria na capital. O mais importante aliado de Alckmin é o atual líder do PSDB na Câmara, José Aníbal, que nunca esteve na esfera de influência de Serra e cuja eleição fez pender a disputa paulistana em favor de Alckmin. Curiosamente, a principal característica do grupo alckmista, que pretende controlar a prefeitura da capital, é que, à exceção de Aníbal, todos - inclusive Alckmin - têm seus redutos eleitorais no interior paulista. Alckmin é de Pindamonhangaba e os principais integrantes de sua tropa de choque são deputados que se elegem com votos do interior. Sílvio Torres foi eleito para a Câmara pela região de São José do Rio Pardo; Edson Aparecido teve a melhor votação proporcional em Tupã e na Alta Paulista; Duarte Nogueira e Júlio Semeghini obtiveram a maioria de seus votos em Ribeirão Preto. Na Assembléia, Pedro Tobias, mais votado do estado, foi eleito por Bauru. Do lado de Serra, as influências mais marcantes são Fernando Henrique, que defendeu publicamente a candidatura de Kassab, o vice-governador Alberto Goldman, o secretário Aloísio Nunes Ferreira e o secretário municipal Walter Feldman. Tucanos paulistas dizem que a candidatura de Alckmin tem sido estimulada a distância por dois tucanos não-paulistas. Um deles, o governador Aécio Neves, chegou a oferecer a agência MPM - que o assessora - para fazer a campanha do ex-governador. Recentemente, quando convencia um deputado mineiro a votar em Aníbal, na disputa da liderança do PSDB na Câmara, Aécio explicou que precisava "criar confusão em São Paulo". Criar confusão em São Paulo, no caso, significa criar complicadores para Serra, com quem disputa a indicação tucana para concorrer à Presidência em 2010. Aécio tem explorado o argumento de que um paulista não pode suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, arrematando que, ao fim do atual mandato, serão 16 anos de governos comandados por políticos paulistas. E sugere que está na hora de "variar", argumento que é colado a sugestões de que o Brasil é "muito maior que São Paulo". Outro que discretamente estimula Alckmin a ser candidato é o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Tucanos paulistas comentam que Tasso participa da articulação da aliança entre PSDB e PT para a prefeitura de Belo Horizonte. O escolhido deve ser o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Márcio Lacerda, que é do PSB e foi secretário-executivo de Ciro Gomes no Ministério da Integração Nacional, de onde saiu por envolvimento com o mensalão. A indicação de Márcio, no entanto, seria o ensaio para uma chapa inédita em 2010 - Aécio e Ciro. Fonte: Tribuna da ImprensaControle remoto
domingo, 16 de março de 2008
Marta aceita disputar Prefeitura de São Paulo
Marta acerta saída para disputar em SP
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acertou ontem com a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), a saída dela do cargo para a campanha à Prefeitura de São Paulo. Marta deixará o posto perto do dia 5 de junho, prazo imposto pela Lei Eleitoral, mas poderá anunciar a candidatura à sucessão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) antes dessa data.
A expectativa é de que o próprio Lula dê o pontapé inicial da campanha de Marta em 4 de abril, quando os dois estarão no mesmo palanque, no Guarujá (SP), para o lançamento de um programa de desconto em viagens para idosos na baixa estação.
Na conversa de ontem, o presidente disse à ministra que ela não precisa ter pressa para deixar o posto porque seu nome já é conhecido. Argumentou, ainda, que a divisão do PSDB e o desentendimento de uma ala do tucanato com Kassab favorecem a candidatura de Marta, que foi prefeita da capital no período de 2001 a 2004, mas não conseguiu se reeleger.
O marqueteiro da campanha da prefeita deverá ser o publicitário João Santana, ex-sócio de Duda Mendonça que atua como uma espécie de consultor do Planalto. Santana avalia que, quanto menos a ministra entrar na linha de fogo, agora, melhor. Pesquisas indicam ainda que a situação de Marta também melhorou depois do racha entre tucanos e integrantes do DEM, em São Paulo.
A decisão de Geraldo Alckmin (PSDB), que resolveu enfrentar o governador José Serra e concorrer à Prefeitura, animou o Planalto e a cúpula do PT. No diagnóstico dos petistas, o lançamento de Alckmin e Kassab beneficiará Marta. Em São Paulo, vereadores e deputados do PT já se aproximam de Serra e Kassab, confiantes em um pacto anti-Alckmin nas eleições, caso o ex-governador vá para o segundo turno.
Substitutos
Além de Marta, o ministro da Previdência, Luiz Marinho, também deixará o posto em junho para disputar a prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Lula ainda não definiu quem serão os substitutos de Marta e Marinho, mas a abertura de duas vagas na Esplanada, em menos de três meses, já assanha os partidos aliados e promete nova temporada de embates na coalizão.
O PT já avisou que não abrirá mão dos cargos, mas o PTB, o PSB, o PP e até o PMDB - à frente de seis ministérios - estão de olho nessas cadeiras. O grupo de Marta, que perdeu espaço na correlação de forças da Executiva Nacional do PT, quer que um deputado federal ocupe o Turismo. Os martistas admitem, porém, que qualquer indicação feita agora será "queimada" por Lula.
Depois de conversar com o presidente e assinar acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para linha de crédito de US$ 1 bilhão - que financiará ações voltadas para o turismo em Estados e municípios -, Marta embarcou para Salvador, onde participaria do jantar com Condoleezza Rice, secretária de Estado dos EUA.
A ministra acompanhará a visita de Condoleezza ao Pelourinho, tradicional bairro histórico de Salvador, e, no próximo dia 18 - quando completa 63 anos -, embarcará para a China, sede das Olimpíadas. Será sua última grande viagem internacional antes de deixar o Ministério para entrar na corrida à Prefeitura.
Fonte: Tribuna da Imprensa