terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Que saudade da São Paulo da garoa!


Os prejuízos causados pelas chuvas em São Paulo vêm sendo tratados pelos meios de comunicação como uma mera fatalidade, fruto de uma excepcionalidade da natureza. Em artigo escrito em 1995, o professor Ladislau Dowbor já alertava que não era mais possível dizer, a cada ano, que se tratava das maiores chuvas da história, de um fenômeno excepcional. "Na realidade, a enchente tornou-se uma companheira permanente da cidade por uma simples razão de formas de urbanização", escreveu Dowbor.

Artigo publicado originalmente em 23 de março de 1995 no jornal O Estado de São Paulo.

Não é mais possível dizer, a cada ano, que se trata das maiores chuvas da história, de fenômeno “excepcional”. Na realidade, a enchente tornou-se uma companheira permanente da cidade por uma simples razão de formas de urbanização.

São Paulo representa hoje uma mancha urbana da ordem de 1.500 quilômetros quadrados, cerca de 30 por 50 quilômetros. Isso significa que, com 100 milímetros de chuva, buscam saída 150 milhões de toneladas de água.

A principal forma de escoamento consiste na simples infiltração da água no solo, aproveitando a sua permeabilidade, particularmente nas várzeas, que atuam como grandes esponjas. Acontece que, com a crescente camada de asfalto e cimento, cerca de dois terços da cidade estão impermeabilizados. Por outro lado, a ausência de cobertura vegetal e a concentração de construções aumentam a temperatura em até 10 graus em certas regiões da Cidade, favorecendo chuvas torrenciais e liquidando os bons tempos da garoa.

As empresas de loteamento destroem regularmente a cobertura vegetal, reduzindo também a filtração da água para dentro do solo. E as empreiteiras e especuladores imobiliários liquidam as várzeas.

Em outros termos, construímos na Cidade um gigantesco tobogã de água e nos espantamos que mesmo chuvas médias provoquem enchentes.

O fenônemo é, por sua vez, agravado pelas formas como é enfrentado. Cada bairro sujeito a enchentes batalha a canalização do seu córrego e, de bairro em bairro, provocamos a chegada mais rápida da água às partes baixas da Cidade. Só que nas partes baixas o efeito é cada vez mais dramático, pois uma massa cada vez maior de água chega mais rapidamente. O tobogã aumentou.

A primeira conclusão é, portanto, bastante simples: em vez de políticas em fatias, ou clientelísticas, precisamos é de um plano. E em vez de simples canalizações que aceleram o fluxo da água, precisamos proteger as várzeas, recuperar a permeabilidade do solo e melhorar a retenção de água nas areas intermediárias.

Os exemplos são inúmeros. Na Suíca, para cada 100 metros quadrados construídos é preciso reservar determinada superfície verde e permeável. A cidade de Londrina está transformando suas bacias em parques, gramando as beiras de córregos, plantando árvores e multiplicando espaços de lazer. Outras cidades estão rearborizando loteamentos e encostas das bacias, para reter a água e reduzir o assoreamento.

No nosso caso, não resolvemos o problema dos córregos, entulhados e assoerados, e aumentamos o problema do Tietê. Na realidade, a equação em que, em permanência, trabalham de um lado os caminhões e as dragas, e de outro, chegam regularmente a terra carregada pelos córregos e os detritos dos paulistano é o sonho de qualquer empresa de desassoreamento. É um fluxo de centenas de milhões de dólares.

O problema no seu conjunto é parecido com o dos carros em São Paulo. Como não há mais espaço para escoamento, abrem-se mais avenidas, o que leva a mais carros. Constatando-se que as avenidas não bastam, fazem-se elevados e túneis, que permitem que os carros chegem muito mais rapidamente a outros gargalos mais intensos. O problema do trânsito, evidentemente, exige que paremos um pouco para pensar e trabalhemos mais a concepção do metrô e outras formas de transporte coletivo, porque abrir mais espaço para carros apenas desloca o problema, não o resolve.

No nosso drama da água, agora que o sol parece começar a enxugar as nossas lamentações, ao menos até o ano que vem, seria igualmente melhor trabalharmos a compreensão estrutural do problema, resgatarmos a prática do planejamento. E, sobretudo, precisamos parar de pensar que a urbanização seja uma questão de obras, de asfalto e concreto.

Ladislau Dowbor é doutor em Ciências Econômicas pela Universidade de Varsóvia, professor titular da PUC-SP.



Fotos: Lucas Duarte de Souza

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Com festa corintiana, segunda noite de desfiles é marcada pelo equilíbrio





Fotomontagem

Sabrina Sato foi madrinha da bateria da Gaviões em desfile que teve o jogador Ronaldo como principal destaque

Uol
Da Redação

A segunda noite de desfiles do grupo especial do Carnaval de São Paulo foi marcada pela grande festa corintiana na apresentação da Gaviões da Fiel, e por desfiles equilibrados de Mocidade Alegre, X9 Paulistana, Império de Casa Verde e Pérola Negra.

No desfile mais festejado da noite, a torcida corintiana cantou enredo da Gaviões da Fiel que fez homenagem ao centenário do clube, em apresentação que contou com a participação do jogador Ronaldo e outros membros do elenco do time como destaques. Personalidades da história do Corinthians, como Sócrates e Marlene Matheus, também participaram da festa.

TODOS OS DESFILES DO CARNAVAL EM SÃO PAULO

IMPERADOR DO IPIRANGA
LEANDRO DE ITAQUERA
ACADÊMICOS DO TUCURUVI
MANCHA VERDE
UNIDOS DE VILA MARIA
ROSAS DE OURO
VAI-VAI
ÁGUIA DE OURO
TOM MAIOR
MOCIDADE ALEGRE
X-9 PAULISTANA
GAVIÕES DA FIEL
IMPÉRIO DE CASA VERDE
PÉROLA NEGRA

Em um dos melhores desfiles da noite, a Mocidade Alegre apresentou enredo "Da Criação do Universo ao Sonho Eterno do Criador, Eu Sou Espelho e Me Espelho Em Quem Me Criou!!!", tratando da imagem do homem na história. A campeã de 2009 se destacou, por exemplo, com a comissão de frente chamada "Luz do Criador", em cujas fantasias foram instaladas 450 lâmpadas. O desfile da Mocidade também marcou o retorno de Nani Moreira ao posto de rainha da bateria, depois de ficar um ano afastada.

Quarta escola a desfilar, a X9 Paulistana, que completa 35 anos de existência, tomou a Revolução dos Cravos em Portugal como inspiração para reverenciar as influências do país europeu sobre a cultura brasileira. Com predomínio das cores das bandeiras brasileira e portuguesa, a escola abordou temas como a colonização do Brasil, a culinária e as festas religiosas surgidas da influência lusa. Entre os destaques da apresentação, estiveram o cantor Roberto Leal e a ex-chacrete Rita Cadillac, vestida como Dona Maria, a Louca.

Outro bom desfile da noite foi da Império de Casa Verde, que cantou os 400 anos da cidade paulista de Itu. Tomando aspectos geográficos e os famosos objetos de tamanho exagerado da cidade, a escola da zona norte de São Paulo levou para o sambódromo alegorias variadas e bem executadas, e animou o público com uma apresentação bem desenvolvida.

Última escola a desfilar no grupo especial de 2010, a Pérola Negra terminou seu desfile já sob o amanhecer do domingo (14), com enredo inspirado no cantor e apresentador Rolando Boldrin.

Usando as cores verde e amarelo como bases para as alegorias, a escola abordou detalhes culturais de várias regiões, como o cerrado, os pampas etc. Em uma apresentação simples mas competente, a escola da zona oeste misturou a biografia de Boldrin a elementos da cultura brasileira como a música e os "causos" sertanejos.

Também homenagearam cidades as escolas Águia de Ouro e Tom maior, cantando as histórias de Ribeirão Preto e Brasília, respectivamente.




* Montagem/UOL

Destaque da Império de Casa Verde e carro alegórico da Mocidade Alegre

Agremiação que abriu a noite, a Águia de Ouro levou para a avenida uma mistura entre a história de amor entre os orixás Oxum e Oxóssi e o desenvolvimento da cidade de Ribeirão Preto.

Comemorando a história de Brasília, a Tom Maior foi a segunda escola a desfilar na noite de sábado e começou sua apresentação com dificuldades. Minutos antes de entrar na avenida, o carro abre-alas ainda passava por ajustes finais, o que levou alguns de seus destaques a desfilarem no chão.

Entre as personalidades, a dançarina Adriana Bombom desfilou fantasia que representou os operários que construíram a capital federal. No segundo carro, desfilou o deputado federal Frank Aguiar, fantasiado de Juscelino Kubitschek. Outro destaque da escola foi a volta da modelo Dani Sperle (que se feriu na avenida durante o desfile da Imperador do Ipiranga), desfilando com o corpo cravejado de cristais.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Serra vê carnaval do Rio como referência

Da Agência Estado

São Paulo - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), elogiou hoje o desfile das escolas de samba de São Paulo, mas observou que o carnaval de São Paulo não pode ser comparado com o do Rio. "É uma festa bonita, gostosa e descontraída. O carnaval paulista está cada ano melhor, mas nunca vai poder ser comparado ao do Rio, dentro de um mesmo contexto", disse, pouco antes de deixar o Camarote Oficial do Sambódromo do Anhembi. O governador assistiu parte do desfile da Imperador do Ipiranga do camarote, onde ficou por cinquenta minutos. "O carnaval do Rio é referência. O que importa é caminharmos nessa direção", afirmou Serra. "Nosso carnaval ainda não atrai turistas, mas isso aos poucos pode ser superado."

O governador confirmou que marcará presença no carnaval do Recife, no bloco Galo da Madrugada, e negou que tenha ampliado sua "agenda carnavalesca" por conta das eleições de outubro. Serra é o possível candidato do PSDB à Presidência da República. "Todo ano eu faço isso. Eu até dancei aqui e no ano passado eu fui para o Rio." Questionado se gostaria de passar o próximo carnaval no Distrito Federal, onde tem residência o presidente da República, o tucano apenas sorriu e encerrou a entrevista coletiva.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

PM de Serra e guarda de Kassab reprimem alagados

Fotos: Fábio Braga e Marlene Bérgamo/Folha e Nelson Antoine/Arena

Sob águas há dois meses, moradores pobres de São Paulo decidiram fazer nesta segunda (8) o que lhes resta: protestar.

Acompanhada de políticos do PT e do PSOL, uma multidão de cerca de 200 pessoas aglomerou-se defronte do prédio da prefeitura.

Alguns traziam na face narizes de palhaço. Outros portavam garrafas com a água suja das enchentes e recipientes com cobras trazidas pelas águas.

Para o barulho, buzinas de mão. Para amplificar a voz: faixas e cartazes. Entre outras coisas, os manifestantes pedem:

A desobstrução de uma barragem, para facilitar o escoamento das águas da chuva e moradias para os que perderam suas casas. Súbito, deu-se um rififi.

A PM do governador José Serra e a Guarda Municipal do prefeito Gilberto Kassab resolveram lidar com o protesto na base do cassetete e do gás de pimenta.

“Incompetência e insensibilidade”, abespinhou-se o vereador petista José Américo. Prometeu representar contra o comandante da operação.

No comando, o major PM Marcos Antonio Rangel Torres explicou-se assim:

"A PM não tinha ordem para usar gás de pimenta contra ninguém. Se houve exagero, isso será apurado pela Polícia Militar".

Passado o lufa-lufa, uma comissão de manifestantes foi, afinal, recebida na Secretaria de Relações Institucionais da prefeitura.

Nem sinal do prefeito ‘demo’ Gilberto Kassab. Nada de concreto foi deliberado. Marcou-se nova reunião para sexta-feira.

Os manifestantes esperam que, além de Kassab, também o governador tucano José Serra dê as caras.

O tucanato exerce o poder em São Paulo há arrastados 16 anos. Na prefeitura, depois dos flagelos Maluf e Pitta, intercalam-se peessedebês e petês. Agora, um ‘demo’.

Ano após ano, mais do mesmo: choveu, alagou. Em resposta, o “poder” público culpa São Pedro. E é no lombo dos manifestantes que a polícia desce o sarrafo!

- PS.: Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h57

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Carnaval 2010: Vai-Vai celebra 80 anos e copa do mundo

São Paulo - A Vai-Vai chega ao carnaval de 2010 em meio às comemorações do aniversário de 80 anos da escola, fundada em 1º de janeiro de 1930. A data será lembrada durante o desfile no sambódromo do Anhembi e em comemorações ao longo do ano, que incluem o lançamento de um documentário sobre a história da escola. O aniversário da Vai-Vai também coincide com os 80 anos da Copa do Mundo. A combinação desse duplo Jubileu de Carvalho (celebração de 80 anos) será o tema do samba-enredo intitulado "É bom no samba, é bom no couro", que parte do futebol para contar uma história de superação de povo brasileiro.

Essa história começa pelo abre-alas, um acoplamento de três carros alegóricos que relembra as origens africanas do País. Em outro carro, a escola quer reunir jogadores de diferentes edições da Copa do Mundo. Segundo o diretor de Carnaval, Louviral Almeida, o desfile foi planejado para ter equilíbrio, sem que um setor se sobreponha aos demais. "Talvez, apenas o primeiro setor tenha um impacto mais forte, porque resgata a africanidade da população. Isso cria um senso de identificação muito grande," acredita Almeida.

A Vai-Vai será a sétima e última escola a desfilar no primeiro dia. Ela deve entrar na avenida às 4h45 (madrugada de sábado), com 4 mil componentes espalhados em 29 alas. A rainha Camila Silva e a madrinha Amanda Françozo acompanharão os 300 componentes da bateria.

Na ala dos convidados, aparece uma figura polêmica: o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, famoso por comandar a operação da PF que prendeu o banqueiro Daniel Dantas. Depois de participar de um ensaio da escola, o delegado confessou ter gostado bastante do samba, e acabou recebendo o convite para fazer parte do desfile no Anhembi. "Mas avisei que quem manda sou eu", brincou Edmar Thobias, presidente da Vai-Vai. "Eu que mando prender e soltar aqui", disse. Na avenida, Protógenes vai usar calça e sapatos brancos e uma bata com temas africanos. Além de Protógenes, a escola deve contar também com a presença do técnico Vanderley Luxemburgo.

A Vai-Vai é a recordista em títulos do carnaval paulista, com 13 campeonatos, o último conquistado em 2008. Para conseguir uma nova vitória, a agremiação preta e branca contou com um orçamento superior a R$ 2 milhões.

História

O calendário da escola em 2010 traz ainda o documentário "Vai-Vai - 80 anos nas ruas" com lançamento previsto para abril. A produção contará a história da escola a partir do depoimento da Velha Guarda, carnavalescos, sambistas e pessoas próximas, como o ministro dos Esportes, Orlando Silva, e a apresentadora Eliana. A direção do documentário é de Fernando Capuano, o mesmo do filme Hotel Atlântico.

Segue a letra do samba-enredo da Vai-Vai:

Vem, meu amor

Quero te ver nessa folia, bis

Vem comemorar

80 anos de alegria.

Eu viajei e vislumbrei essa história

num lindo conto de magia

oitenta páginas de glórias

"orei, mãe África".

Peço licença a seus orixás

a negritude que herdei de ti

me fez vencer tantas batalhas

eu superei guerras e adversidades

e hoje brindo a liberdade

é show de bola essa emoção.

Corta o beque, faz a finta, olé

Majestade soberana, Pelé

A voz do povo que ecoa da favela é Mandela.

O mundo foi jogando na retranca,

o futebol a única esperança.

A democracia e a globalização

deram aos craques supervalorização

e agora o "bixiga" faz a festa

"vão bora" minha escola a hora é essa.

Vai-Vai, celeiro de bambas

Um só coração, a ginga e o samba

A copa realmente hoje é do povo

trazendo de novo

o sonho de gritar "é campeão".


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Procuradoria Eleitoral recomenda cassação de 14 vereadores de São Paulo

Para ler outras notícias do dia, acesse o site EDSON PAIM NOTÍCIAS, clicando no seguinte LINK:

http://www.edsonpaim.com.br/


O procurador eleitoral de São Paulo, Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, recomendou em parecer a cassação de 14 vereadores de São Paulo suspeitos de receberem doações ilegais na campanha de 2008. O parecer foi entregue nesta quarta-feira ao TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), que decidirá se mantém a cassação dos vereadores.

No dia 19 de outubro, o juiz Aloísio Sérgio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitora, cassou os mandatos de 13 dos 55 vereadores de São Paulo por recebimento de doações ilegais na campanha eleitoral de 2008. Desses, seis são do PSDB --que tem 12 vereadores ao todo-- e quatro são do DEM --dos sete. A decisão torna os vereadores inelegíveis por três anos.

No dia seguinte, o mesmo juiz suspendeu as cassações para que o TRE decidisse o mérito da questão. Em 28 de outubro, Silveira cassou também o suplente Vinícius de Almeida Ferreira (PR), o Quito Formiga, que já ele tomou posse como vereador no começo deste ano.

O parecer do procurador foi dado em recurso do vereador Carlos Alberto de Quadros Bezerra Júnior, líder do PSDB na Câmara. "As questões meritórias levantadas pelo recorrente não merecem acolhida", afirma Gonçalves, no parecer.

A posição da Procuradoria pode ser estendida aos outros cassados --Paulo Sérgio Abou Anni (PV), Adilson Amadeu (PTB), Wadih Mutran (PP), Adolfo Quintas Neto (PSDB), Carlos Alberto Apolinário (DEM), Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB), Dalton Silvano do Amaral (PSDB), Domingos Odone Dissei (DEM), Gilson Almeida Barreto (PSDB), Marta Freire da Costa (DEM), Ushitaro Kamia (DEM), Ricardo Teixeira (PSDB) e Quito Formiga.

O juiz cassou os vereadores por doações feitas pela AIB (Associação Imobiliária Brasileira), que repassou R$ 1,655 milhão a eles. Por lei, a entidade é proibida de fazer doações a candidatos. O caso das doações ilegais foi revelado pela Folha em abril deste ano. A AIB é uma associação acusada de funcionar como entidade de fachada do Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário) para fazer doações a políticos; o sindicato sempre negou qualquer vínculo com as doações.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

SP: desabrigados estão sem água há um mês

Alagados sem água

Thiago Braga
do Agora

Depois de conviverem com os alagamentos frequentes, os moradores da região do Jardim Pantanal (zona leste de SP) que se mudaram para o prédio da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) Portal da Serra, em Itaquaquecetuba (Grande SP), agora têm que conviver com a falta de água no local.

No final do ano passado, 180 famílias que foram afetadas pelo alagamento foram transferidas para este condomínio de forma definitiva. Os moradores, que ainda não estão pagando as prestações dos apartamentos, contam que o começo deles no novo lar foi perfeito. Bons apartamentos de dois quartos, sala, cozinha, área de serviço e, o melhor de tudo, longe da água da enchentes que tanto os assustava. Mas não demorou para a tranquilidade ir embora.

Segundo os moradores, a água da rua não consegue abastecer a caixa-d'água do condomínio. Para encher a caixa, é preciso que um caminhão-pipa pegue a água da rua e a transfira para o reservatório. Na torneira que deveria sair água, só sai ar e a quantidade de caminhões-pipa não é suficiente, segundo os moradores.