sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012


Jeito de candidato…


Por Cristiana Lôbo

José Serra conversou com o governador Geraldo Alckmin na noite de quinta-feira sobre a disputa pela Prefeitura de São Paulo, foi aconselhado a decidir se entra ou não na disputa até o próximo domingo, data marcada para as prévias para a escolha do tucano que vai concorrer, mas ainda não tomou a decisão final. No entanto, está com jeito de candidato a prefeito de São Paulo.
Nestes últimos dias, ele tem conversado com políticos e também com ex-assessores sobre a possibilidade de voltar a disputar o cargo. Serra tem dito que a decisão final vai depender do arco de alianças partidárias que conseguir organizar – além do PSDB e do PSD, ele espera, também, o apoio do PPS e ainda tentará ampliar com outros partidos que sinalizam para o lado do PP, com o PSB, por exemplo.
Os mais próximos a Serra avaliam que ele deverá entrar na disputa, ainda que seu projeto político seja disputar mais uma vez a Presidência da República. Este caminho está mais complicado desde que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que Aécio Neves é o candidato óbvio do PSDB à presidência. Segundo um aliado, ele será muito mais ouvido em 2014 se estiver à frente da Prefeitura de São Paulo, que tem o terceiro maior orçamento do país, do que se estiver em casa. Mas se perder a disputa na capital de São Paulo, se esvaem juntos os sonhos de governar a prefeitura e o de disputar mais uma vez a Presidência da República.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Alheios a Serra, rivais tucanos se preparam para o último debate antes das prévias de 4 de março




Enquanto José Serra rumina suas hesitações em silêncio, os quatro tucanos que se lançaram antes dele na disputa pela vaga de candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo se esforçam para provar que continuam no páreo.
José Aníbal, Bruno Covas, Ricardo Trípoli e Andrea Matarazzo confirmaram presença num debate marcado para a próxima segunda-feira (27). Será o quarto evento do gênero. O último antes das prévias marcadas para 4 de março.
Vai-se formando uma atmosfera de fato consumado que converte a eventual candidatura de Serra em ato de violência. Para que ele vire o postulante que dizia não ser, será preciso abater os pretendentes que gostaria que jamais tivessem sido.
O PSDB vive em São Paulo uma espécie de conto de fadas às avessas. No papel de rainha má, Serra pergunta ao espelho se existe no partido uma beleza maior do que a sua.
Obrigado a refletir a realidade, o espelho responde: “existe. Não uma, mas quatro”. Explica que a beleza não está nos rostos, tão feios quanto o dele, mas na coragem de abraçar um desafio que a realeza refugara.
Serra manda chamar Geraldo Alckmin, que faz o papel de lenhador. Pede que ele leve seus rivais à floresta, mate-os e se desfaça dos corpos. O problema é que o lenhador exibe uma compaixão mais condizente com o conto de Branca de Neve do que com a lenda partidária.
Fica entendido que, se quiser modificar a resposta do espelho, Serra terá de servir, ele próprio, as maçãs envenenadas. Até lá, estão mantidas as prévias. Nem que seja para preservar um mínimo de simulacro de imitação de treinamento de seriedade.

domingo, 19 de fevereiro de 2012


GAVIÕES DA FIEL FAZ HOMENAGEM A LULA

domingo, 19 de fevereiro de 2012 - 05h24
Atualizado em domingo, 19 de fevereiro de 2012 - 05h47
conteúdo cedido por: 
A Gaviões da Fiel, sexta escola a desfilar no segundo dia de Carnaval em São Paulo, homenageia o ex-presidente Lula com o enredo "Verás que um Filho Fiel Não Foge à Luta. Lula, o Retrato de Uma Nação".

A escola derivada da torcida organizada do Corinthians entra no sambódromo às 5h07 da madrugada de domingo (19), depois de Dragões da Real, Pérola Negra, Mocidade Alegre, Águia de Ouro e Unidos de Vila Maria.

O homenageado, que está na fase final do tratamento de um tumor de laringe, não participará do desfile por recomendação médica e será representado por sua mulher, Marisa Letícia, que virá no quarto carro alegórico da agremiação.
Marisa Letícia e Andres Sanchez
Marcos Bezerra/ Futura Press
Lula, que é corintiano, gravou um vídeo agradecendo a homenagem da escola e dizendo que iria assistir o desfile pela televisão e torcer muito.

O enredo se baseia em contos da literatura de cordel, com suas metáforas e rimas, para narrar a fábula de um menino guerreiro que nasceu pobre, saiu do sertão e ocupou o cargo mais importante do país, cargo que ocupou entre 2003 e 2010, em dois mandatos, dos quais saiu com 80% de aprovação popular.

"Vamos fazer uma analogia com o povo, mostrando que um cidadão comum pode chegar até lá. Basta ter perseverança, vontade de perseguir os objetivos", disse à AFP Delmo de Moraes, diretor da "Gaviões da Fiel".

Os 3.900 integrantes da escola vão falar sobre um "ícone da nação brasileira e corintiana", indica uma nota do Corinthians, time de coração de Lula, destacando o samba-enredo intitulado: "Verás que um filho fiel não foge à luta - Lula, o retrato de uma nação".

Com 26 alas e cinco carros alegóricos, os torcedores do "Timão" vão fazer alusão aos programas sociais criados pelo ex-presidente, como o Bolsa Família e o Luz para Todos, que tiraram da pobreza 29 milhões de brasileiros.

Além disso, a escola vai homenagear as mães da região nordestina, através de "dona Lindu", una mulher analfabeta e determinada que foi com seus filhos para São Paulo, a capital econômica do Brasil, e conseguiu criar a família sozinha.

Sabrina Sato, madrinha da bateria, e Tatiane Minerato, rainha, são outros destaques da Gaviões da Fiel, que ficou em 5º lugar no carnaval 2011. O ator Fábio Assunção, o jogador Ronaldo Fenômeno e o lutador Anderson Silva também estarão no desfile.

"Sou corintiano, sou de São Paulo e tem tudo a ver estar aqui. Esse ano é especial, é muito emocionante e estou torcendo pela saúde do Lula", disse antes do desfile Fábio Assunção, que aparece dirigindo o carro presidencial, à frente da alegoria que representa a posse de Lula.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Cúpula petista já traça cenário em SP com Serra e revê estratégias de Haddad Cúpula petista já traça cenário em SP com Serra e revê estratégias de Haddad




Segmentos do PT que trabalhavam abertamente pela aliança do partido com o PSD do prefeito Gilberto Kassab na capital paulista - e apostavam nessa união para atingir um eleitorado mais conservador - já iniciaram uma revisão da estratégia eleitoral em que consideram a entrada do ex-governador José Serra (PSDB) na disputa.
A avaliação de dirigentes próximos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deu o pontapé para o PT negociar com Kassab, é que o pré-candidato petista, Fernando Haddad, terá de montar, com urgência, uma agenda específica de aproximação com empresários e grupos religiosos. Essa estratégia seria necessária diante da boa interlocução de Serra com os dois segmentos no Estado, na avaliação dos petistas. E mais: temas como segurança pública devem se destacar na campanha por terem apelo direto desse eleitorado que o PT busca atingir.
Além disso, uma provável candidatura de Serra acendeu o sinal amarelo no PT porque o tucano contaria com o auxílio de duas máquinas: o governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo.
O prefeito Gilberto Kassab conversou com a presidente Dilma Rousseff, na quarta-feira, sobre o cenário em São Paulo. Segundo relatos de interlocutores da presidente, disse que não terá como deixar de apoiar Serra, mas que mantém o compromisso de tornar o PSD um partido da base aliada. Kassab teria ido além: deixou claro que a união com Serra em São Paulo, 'um beco sem saída', não altera os seus planos de compor com o PT no Estado em 2014. Agora, porém, fica mais complexo a cúpula petista apostar tantas fichas numa lealdade futura de Kassab.
Primeiro sinal. O prefeito, que mantém contatos diários com Serra, recebeu do padrinho político nos últimos dias um claro sinal de que ele está revendo a decisão de não entrar na disputa eleitoral paulistana. Diante da possibilidade e do aviso de Serra, Kassab brecou as negociações com o PT e deu a indefinição do tucano como razão para suspender o diálogo.
A tese de revisão da estratégia de campanha, porém, esbarra em resistências no entorno do candidato. 'A escolha do Haddad já era uma forma de conquistar esse setor que tem dificuldade de votar no PT', disse um aliado do ex-ministro. Haddad confidenciou a petistas mais próximos que prefere disputar com Serra porque, assim, ficaria mais clara a diferença de projetos do PT e do PSDB.
Alheio aos movimentos de Serra e aos avisos do prefeito paulista à cúpula petista, o líder do PT no Congresso, Cândido Vaccarezza (SP), ainda não descarta a aliança com o PSD: 'Ainda é cedo para falar de estratégia (eleitoral de Haddad). O que posso falar agora é que nos interessa trazer o Kassab para aliança'.
'Aliviado'. Interlocutores dizem que Haddad se mostra 'aliviado' com a possível entrada de Serra na disputa e com o estancamento da movimentação de Kassab em direção ao PT.
Segundo o presidente do PT paulistano, vereador Antonio Donato, o partido precisa construir um arco de alianças com a base aliada do governo Dilma Rousseff - o que excluiria o PSD. 'Vamos dialogar com a cidade, apresentar um programa sintonizado com o desejo de mudança da sociedade paulistana. E construindo um arco de alianças que vem da base do governo Dilma.'
Para a ala do PT ligada a Lula, no entanto, a 'polarização' entre petistas e tucanos, em São Paulo, não garante ao partido vitória eleitoral. Ao contrário. A ascensão eleitoral do PT esbarra exatamente num voto mais conservador, que Lula apostava em conquistar com a ajuda de Gilberto Kassab.



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012


O que Publicam os Principais Jornais do País (Sinopse Radiobras) do DIA em que você acessar este Blog


Para acessar e ler o Resumo das NOTÍCIAS de HOJE, clique no seguinte LINK: 

domingo, 5 de fevereiro de 2012


Palmeiras 3 x 0 Santos, melhores momentos pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro 2011


Palmeiras 3 x 0 Santos, melhores momentos pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro 2011


Para ver o Vídeo, clique no seguinte LINK:

http://www.youtube.com/watch?v=_4BG-fQUil0

sábado, 4 de fevereiro de 2012


Jovens gays são foco 

de campanha contra a 

Aids no Carnaval
03 de fevereiro de 2012  17h59  atualizado às 18h05

Fotos


Número de casos de Aids entre jovens gays de 15 a 24 anos cresceu 10% em 12 anos. Foto: Divulgação
Número de casos de Aids entre jovens gays de 15 a 24 anos cresceu 10% em 12 anos
Foto: Divulgação


O foco da campanha de prevenção à Aids do Ministério da Saúde neste Carnaval serão os jovens gays de 15 a 24 anos. O ministério divulgou na última quinta-feira (2) as imagens da campanha que será divulgada em todo o País.
O foco da campanha é motivado pelos números do boletim da Aids divulgado em dezembro. De acordo com o ministério, o número de casos de Aids entre jovens heterossexuais com idade entre 15 e 24 anos caiu 20,1% entre 1998 e 2010. Mas, entre os jovens homossexuais da mesma idade, o número de casos subiu cerca de 10%.
Além do jovem homossexual, a campanha também terá cartazes voltado para o público travesti. Este será o primeiro ano que o público será alvo de uma campanha de conscientização. Para o minsitro Alexandre Padilha, o momento do Carnaval é oportuno. "Vamos chamar a atenção para a saúde em situações e momentos específicos nessa grande festa", disse.
A campanha abordará o conceito de que, durante a folia, tudo pode acontecer e que é preciso estar prevenido. As imagens que representam situações de envolvimento entre casais heterossexuais, homossexuais e travestis durante o Carnaval já estão sendo veiculadas. Após a festa, outra campanha, focada na realização de testes de diagnóstico, será transmitida nos canais de TV, rádio, internet e outdoors.
Nas cidades com as principais festas de Carnaval do País, o Ministério também realizará campanhas específicas. Em Salvador, Recife e Olinda, por exemplo, um estande realizará testes rápidos de HIV gratuitamente para os foliões.