segunda-feira, 29 de outubro de 2012


No primeiro discurso como prefeito eleito, Fernando Haddad pede união 'em torno de um projeto coletivo' em SP

O candidato do PT, Fernando Haddad, venceu neste domingo a eleição em São Paulo

Haddad faz seu primeiro discurso como prefeito eleito (© AE)
Bruno Siffredi, de O Estado de S.Paulo
O candidato do PT, Fernando Haddad, que venceu neste domingo, 28, a disputa pela Prefeitura de São Paulo, elegeu a redução da desigualdade social como o principal desafio de sua futura gestão. O petista, que fez seu primeiro discurso como prefeito eleito da capital paulista, pediu aos paulistanos união "em torno de um projeto coletivo" para a cidade.
"Ser prefeito pela força da mudança significa não ter tempo a perder", afirmou o petista. Para Haddad, a capital paulista precisa "voltar a ser farol e antena" do resto do País. "Mas São Paulo tem que ser, antes de tudo, uma cidade lar, onde toda família possa realizar seu sonho de ser feliz."
Haddad elegeu a redução da desigualdade social como o principal desafio de sua gestão à frente da capital paulista. Ele prometeu "derrubar o muro da vergonha que separa a cidade rica da cidade pobre". São Paulo é "uma cidade rica, e ao mesmo tempo uma das mais desiguais do planeta", disse.
O prefeito eleito da capital paulista disse que a sua São Paulo deve ser uma cidade "capaz de reconstruir". Ele acusou a gestão anterior de abandonar a cidade e não reconhecer as suas potencialidades em áreas como cultura, indústria e comércio. "Intelectualidade (de São Paulo) nunca perdeu a capacidade de pensar."
"O fracasso de São Paulo" seria o fracasso do modelo de cidade, afirmou o petista. "O Brasil moderno nasceu aqui, e o surpreendente Brasil do novo milênio também nascerá aqui."
Virada. A vitória de Haddad em São Paulo foi definida por volta das 19h deste domingo, 28, quando 92% das seções da capital paulista já haviam sido apuradas. Ele aparecia com 56,03% dos votos válidos, contra 43,97% do tucano José Serra.
O novo prefeito de São Paulo iniciou a corrida eleitoral na capital do Estado praticamente desconhecido do eleitorado paulistano. O petista acertou a estratégia e conseguiu superar um início lento nas pesquisas, que o colocavam em quarto lugar na disputa antes do início da propaganda eleitoral.
O primeiro passo político do prefeito eleito deve ser articular, a partir deste domingo, 28, uma aproximação com a base kassabista na Câmara Municipal. Coordenadores da campanha petista calculam que Haddad precisa do apoio de pelo menos 30 vereadores para conseguir a presidência da Casa na eleição do dia 1.º de janeiro.
Trajetória. Com cinco livros publicados, mestrado em Economia e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), Fernando Haddad foi ministro da Educação nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, entre julho de 2005 e janeiro de 2012.
A crise do mensalão foi o passaporte de Haddad para o comando do Ministério da Educação (MEC), em 29 de julho de 2005. Foi nesse dia que ele assumiu a cadeira de Tarso Genro, convocado às pressas por Lula para presidir o PT, que teve a cúpula dizimada.
Veja como foi a cobertura minuto a minuto:
20h17 - Termina o primeiro discurso de Fernando Haddad como prefeito eleito de São Paulo.
20h17 - "São Paulo tem que voltar a ser farol e antena", diz o petista. "São Paulo tem que ser, antes de tudo, uma cidade lar, onde toda família possa realizar seu sonho de ser feliz."
20h16 - "São Paulo é nossa", ressalta Haddad. "É de todos os paulistanos."
20h15 - "É hora de fazer nascer uma nova São Paulo", diz Haddad, defendendo uma cidade "capaz de se reconstruir". Ele diz que a "intelectualidade (de São Paulo) nunca perdeu a capacidade de pensar", culpando as gestões da Prefeitura pelos problemas.
20h13 - "O fracasso de São Paulo" seria o fracasso do modelo de cidade, afirma o petista. "O Brasil moderno nasceu aqui, e o surpreendente Brasil do novo milênio também nascerá aqui."
20h12 - Haddad elege a desigualdade social como o principal da capital paulista. Ele fala em "derrubar o muro da vergonha que separa a cidade rica da cidade pobre". São Paulo é "uma cidade rica, e ao mesmo tempo uma das mais desiguais do planeta", diz o petista.
20h11 - "Ser prefeito pela força da mudança significa não ter tempo a perder", afirma o petista. Ele defende "unir a cidade em torno de um projeto coletivo, de todos os paulistanos, de todos os moradores de São Paulo".
20h10 - Haddad agora agradece os opositores, pela "campanha limpa e democrática".
20h09 - "Sintetizo meu agradecimento e minha homenagem na figura decisiva e equilibrada do coordenador da minha campanha, Antonio Donato."
20h08 - "Quero agradecer os apoiadores que ampliaram nossa corrente no segundo turno", diz Haddad, citando em seguida Gabriel Chalita e Michel Temer.
20h07 - "Agradeço a presidenta Dilma pela presença vigorosa na campanha", afirma o petista. O coro do público retorna, agora homenageando Dilma.
20h06 - "Quero agradecer do fundo do coração o presidente Lula", diz Haddad. "Viva o presidente Lula." O público inicia um coro de "Ole, olá, Lula, Lula".
20h06 - "O sentimento mais forte é de gratidão. Quero agradecer em primeiro lugar aos milhões de homens e mulheres que me confiaram o voto. Muito obrigado aos eleitores de São Paulo."
20h05 - Começa o discurso de Haddad. "Boa noite a todos. Boa noite a todos os cidadãos paulistanos."
20h04 - O deputado federal Paulo Maluf também está presente no palco, assim como a ministra Marta Suplicy.
20h03 - Fernando Haddad sobre ao palco ao lado de sua filha, Ana Carolina.
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domingo, 28 de outubro de 2012


Fernando Haddad (PT) é eleito prefeito de São Paulo

O candidato petista Fernando Haddad (PT) derrotou o tucano José Serra

Haddad é eleito em SP (© AE)
O Estado de S.Paulo
Com 92% das seções apuradas, o candidato Fernando Haddad (PT) está matematicamente eleito para a prefeitura de São Paulo, com 56,03% dos votos válidos, contra 43,97% de José Serra (PSDB). As informações são do Tribunal Superior Eleitoral.
Com cinco livros publicados, mestrado em Economia e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), Fernando Haddad foi ministro da Educação nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, entre julho de 2005 e janeiro de 2012.
O novo prefeito de São Paulo iniciou a corrida eleitoral na capital do Estado praticamente desconhecido do eleitorado paulistano. O petista acertou a estratégia e conseguiu superar um início lento nas pesquisas, que o colocavam em quarto lugar na disputa antes do início da propaganda eleitoral.
O primeiro passo político do prefeito eleito deve ser articular, a partir deste domingo, 28, uma aproximação com a base kassabista na Câmara Municipal. Coordenadores da campanha petista calculam que Haddad precisa do apoio de pelo menos 30 vereadores para conseguir a presidência da Casa na eleição do dia 1.º de janeiro.
Veja imagens do segundo turno pelo país:
O domingo de eleições foi de muitas filas em todo o Brasil - 1 (© Tiago Queiroz AE)
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Haddad abre 18 pontos sobre Serra e deve ser eleito em SP, diz Ibope

estadao.com.br (© Grupo Estado - Copyright 1995-2010 - Todos os direitos reservados.)

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, de 49 anos, deve vencer neste domingo, 28, o tucano...

    O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, de 49 anos, deve vencer neste domingo, 28, o tucano José Serra. Pesquisa Ibope/TV Globo/Estado divulgada no sábado, 27, mostra o petista com 59% de votos válidos, ante 41% do tucano.
    Em relação ao levantamento anterior do Ibope, divulgado na quarta-feira, Haddad oscilou dois pontos porcentuais para cima, enquanto Serra recuou dois.
    Na conta dos votos totais, incluídos os entrevistados que pretendem votar nulo ou em branco, o placar da pesquisa é de 50% para Haddad e 35% para Serra.
    O Ibope realizou parte de suas 1.204 entrevistas no dia de ontem, após o último debate da campanha, realizado pela TV Globo na noite de sexta-feira.
    O instituto Datafolha também projetou a vitória do petista, em pesquisa divulgada ontem, por 58% a 42%.
    O candidato do PT, que chegou atrás de Serra no 1.º turno, liderou a corrida eleitoral em toda a segunda etapa da eleição.
    Na primeira pesquisa Ibope, concluída no dia 11 de outubro, ele tinha 12 pontos porcentuais a mais que o tucano nos votos válidos (56% a 44%). A vantagem agora é de 18 pontos.
    A geografia do voto paulistano mostra que Haddad terá vitória folgada nas áreas periféricas da cidade e resultado próximo do de Serra nas áreas onde o PT é historicamente mais rejeitado.
    Na chamada zona petista, formada pelas áreas onde os candidatos do PT a prefeito, governador e presidente venceram as eleições de 2008 e 2010, Haddad lidera por 72% a 28%. Estão nessa categoria os bairros mais pobres e periféricos da cidade.
    Na zona volúvel, onde o PT perdeu ao menos uma das últimas três eleições, o líder também é Haddad: 67% a 33%. E na zona antipetista - central e mais rica -, onde o partido perdeu todas as disputas desde 2008, há um empate técnico: 51% para o tucano e 49% para o petista.
    Atacado por pastores por causa de seu envolvimento na elaboração de um kit anti-homofobia quando ocupava o Ministério da Educação, Haddad acabou com vantagem acima de sua média entre os evangélicos: 64% a 36%. No eleitorado católico, ele vence por 58% a 42%.
    O petista conquistou sete de cada dez eleitores que, no 1.º turno, votaram em Celso Russomanno (PRB), o terceiro colocado na disputa. Serra ficou com 24% desse contingente. Entre os eleitores de Gabriel Chalita (PMDB), 57% migraram para o candidato do PT, e 43% para o do PSDB (votos válidos).
    Na segmentação do eleitorado por idade, Serra alcança o adversário apenas entre os paulistanos com 50 anos ou mais (51% para o tucano e 49% para o petista, o que configura um empate técnico). Haddad abre sua maior vantagem, de 46 pontos porcentuais, entre os mais jovens, com 16 a 24 anos (73% a 27%).
    O tucano vence no eleitorado com curso superior: 54% a 46%. Nas demais faixas de escolaridade, o candidato do PT tem taxas de intenção de voto sempre superiores a 60%.
    A pesquisa foi feita entre os dias 25 e 27. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

    Fotos

    quinta-feira, 18 de outubro de 2012


    Ibope: Haddad lidera com 49% contra 33% de Serra

    Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira indica que se as eleições deste segundo turno em São Paulo fossem realizadas...

    Ibope: Haddad lidera com 49% contra 33% de Serra
    "A pesquisa Ibope foi divulgada na noite desta quarta-feira (17/10)"
    Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira indica que se as eleições deste segundo turno em São Paulo fossem realizadas hoje, o candidato do PT, Fernando Haddad venceria o pleito com 49% das intenções de voto, contra 33% do tucano José Serra.
    Em votos válidos - excluídos os entrevistados que dizem pretender votar nulo ou branco - o placar a favor do petista seria de 60% a 40% do tucano. Foram ouvidos 1.204 eleitores entre os dias 12 e 17.
    A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo SP-01864/2012. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos. Brancos e nulos somaram 13%. Não souberam ou não quiseram responder 5% dos entrevistados.
    Esta é a segunda pesquisa Ibope divulgada neste segundo turno da corrida à Prefeitura de São Paulo. Na mostra anterior, também feita sob encomenda da TV Globo e divulgada no dia 11 deste mês, o petista Fernando Haddad registrou 48% das intenções de voto e o tucano José Serra registrou 37%.

    quinta-feira, 4 de outubro de 2012


    Chalita diz que Serra perde de qualquer adversário no segundo turno


    "Serra, com a rejeição que tem hoje, não ganha nem do Russomanno nem ganha do Haddad. O candidato mais rejeitado é o que tem maiores dificuldades no segundo turno", afirmou Chalita.
    DANIEL RONCAGLIA
    DE SÃO PAULO

    Em quarto lugar nas pesquisas de intenção de voto, o pemedebista Gabriel Chalita afirmou que José Serra é quem tem a menor chance de vencer a eleição à Prefeitura de São Paulo caso o tucano dispute o segundo turno.
    O ex-deputado disse acreditar que estará no segundo turno, já que apresentou crescimento nas pesquisas da última semana.
    "Quem está em embaixo e começa a subir na última semana, a tendência é que essa pessoa esteja lá. Quem está caindo, a tendência é cair. Não dá tempo de segurar a queda", disse o pemedebista, citando Celso Russomanno (PRB) que caiu cinco pontos na pesquisa Datafolha divulgada ontem em relação ao levantamento da semana anterior.
    Apesar de ter tido Serra como alvo principal durante a campanha, Chalita disse que seria "bem-vindo" receber apoio do tucano no segundo turno.
    O candidato falou ainda do chamado "efeito Luiza Erundina", que venceu a eleição de 1988 de virada sobre Paulo Maluf na última semana. Naquela eleição, não havia segundo turno.
    Chalita disse que está em vantagem em comparação aos outros adversários por ter a menor rejeição.
    "A nossa vantagem é que independentemente do outro do segundo turno é a candidatura que une mais as pessoas. Por isso, é a candidatura que as pessoas se preocupavam mais."

    Última semana de campanha em SP

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    Moacyr Lopes Junior - 3.out.12/Folhapress
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    O candidato Celso Russomanno (PRB) faz carreata na zona leste de São Paulo nesta quarta-feira (3)
    MISSA
    O pemedebista fez uma caminhada de mais de duas horas pelo centro da cidade. Ele saiu do Largo São Francisco e foi até a praça da Sé.
    Antes do ato de campanha, Chalita participou da missa na Paróquia São Francisco de Assis, onde rezou e comungou.
    A presença do candidato com jornalistas e correligionários irritou o padre.
    "Ele não avisou que viria", disse o frei Anacleto Luiz Gapski, pedindo para que os membros da campanha saíssem da igreja.
    Ao final da missa, Anacleto pegou o microfone e disse que igreja não é lugar para fazer campanha e que não estava apoiando o candidato.
    Chalita minimizou a reação do padre. "Ele não ficou irritado. Iria começar outra missa e tinha muita gente."

    terça-feira, 2 de outubro de 2012


    Presidenta Dilma em São Paulo confere outro patamar à campanha de Haddad

    3/10/2012 1:19, Por José Dirceu


    A presença da presidenta Dilma Rousseff em ato na noite desta 2ª feira (ontem) na periferia paulistana confere um novo patamar a campanha de nosso candidato a Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad (PT e partidos aliados).
    A candidatura Haddad cresce mais expressivamente nesta última semana antes do 1º turno nas zonas Sul e Leste, onde está concentrado o voto popular e petista disputado com o concorrente do PRB, ex-deputado Celso Russomanno.
    Além da participação agora direta da presidenta, alavancam este crescimento de Haddad o apoio do ex-presidente Lula e de uma grande chapa de candidatos a vereador e de vereadores com mandato, mais o dos deputados estaduais e federais com base na capital, do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e o de ministros paulistas como a da Cultura, Marta Suplicy e o da Educação, Aloisio Mercadante.

    Haddad deve ir para o 2º turno

    Até porque há indícios claros nas pesquisas da queda de Russomanno. Daí sua raivosa volta à cena da campanha nesta 2ª feira, depois do nascimento da filha na 6ª feira pp.
    Sua resposta à crítica certeira e objetiva de Haddad à sua despropositada e incrível sugestão de bilhete proporcional é a prova de que caiu muito mal no eleitor a proposta de pagar conforme o trajeto viajado, já que quem viaja mais (o trabalhador morador da periferia) paga mais.
    Haddad disse o óbvio, por mais que Russomanno o acuse, agora, de jogar a campanha “no esgoto da política” (Haddad teve direito de resposta), simplesmente por estar mostrando, de forma clara e incontestável essa aberração de que o passageiro da periferia vai pagar muito mais pelo transporte coletivo.

    José Serra continua abandonado e perdido

    Já o candidato tucano, José Serra (PSDB-DEM-PSD-PV) está perdido. Continua. Mesmo abandonado pela maioria de seu partido, isolado e sem força da militância e do voto tradicional, insiste numa propaganda eleitoral velha e no seu bordão preferido, a baixaria e a campanha negativa.
    Só fala do mensalão. Não tem outro assunto. Só se apega a esta questão.Recorreu ao tema até para responder a observação do presidente Lula, de que ele fica correndo de um cargo para outro, abandonando o mandato para o qual se elege para disputar outro, como fez na Prefeitura de São Paulo, que largou 16 meses após tomar posse.