quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

MIRO TEIXEIRA É PRÉ-CANDIDATO A GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
MIRO TEIXEIRA NO PANORAMA POLÍTICO (O GLOBO - ILIMAR FRANCO)


Cabo de guerra
A Rede está se fortalecendo no interior do PSB. Os socialistas resistem no cotovelo. Mas ganha terreno a possibilidade de apoio das candidaturas de Miro Teixeira (PROS) ao governo do Rio e de Walter Feldmann (PSB/Rede) em São Paulo. (Foto: Arquivo)

O trecho supra foi destacado da seguinte matéria, publicada hoje em "O Globo":


Panorama Político - 07-01-2014 (Ilimar Franco)

 
A Câmara parada

              Aumenta a temperatura entre o Planalto e o comando da Câmara. A Casa não vota desde setembro. O ano é de reeleição. E, há projetos de interesse dos eleitores na fila para votar. Entre estes: regular a PEC das domésticas; piso salarial dos policiais e dos agentes de saúde; fim do fator previdenciário; tornar a corrupção crime hediondo; e, Ficha Limpa para servidor público dos três Poderes.

O PT leva um chega para lá
O Planalto está informando aos petistas que eles devem reduzir a fome para a reforma ministerial. O partido quer fazer o sucessor da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais). Os paulistas têm até um candidato, o deputado Ricardo Berzoini. Acontece que a presidente Dilma não abre mão de ter ao seu lado, no Palácio, nomes de sua mais absoluta confiança. Por isso, Aloizio Mercadante (Educação) está bem posicionado para a Casa Civil e Ideli Salvatti a ficar em seu lugar. Ela perdeu a disputa interna no PT catarinense para concorrer ao Senado. E, é tarde para Ideli organizar campanha para deputado federal sem ter que atropelar os “companheiros”.

A paciência já se esgotou. Vamos votar o Marco Civil da Internet com ou sem acordo, para aprovar ou rejeitar, no retorno do recesso

Henrique Eduardo Alves
Presidente da Câmara dos Deputados (PMDB-RN)Cabo de guerra
A Rede está se fortalecendo no interior do PSB. Os socialistas resistem no cotovelo. Mas ganha terreno a possibilidade de apoio das candidaturas de Miro Teixeira (PROS) ao governo do Rio e de Walter Feldmann (PSB/Rede) em São Paulo.
Só na água
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) foi parada na madrugada de ontem em blitz da Lei Seca, na Rua do Catete. Ela foi reconhecida, cumprimentada pelo guarda. Mas este pediu para Jandira descer do carro e entrar na fila do bafômetro. Ele foi liberada, o teste deu negativo. Jandira tinha passado o dia num churrasco, mas se limitou a consumir sucos e água.Vem aí, mais médicos
As universidades federais abriram este ano 60% a mais de vagas para Medicina. Em 2013, foram oferecidas pelo SISU pouco mais de 1.800 vagas para o curso em todo o país. Para este ano, chegaram a 2.950 os lugares disponíveis.Fica combinado assim
O DEM perdeu a Secretaria da Agricultura de Minas Gerais. Assumiu um deputado do Solidariedade, o Zé Silva, e suplente Mário Heringer (PDT) se manteve na Câmara. A explicação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) para os aliados do DEM: “Para eu fortalecer vocês, antes vocês tem que me fortalecer”.Factóide da Copa
As ameaças do governo para forçar as empresas aéreas a baixarem seus preços, para a Copa, não assustam. Não há tempo para abrir o mercado para empresas estrangeiras nem há espaço disponível para atendê-las nos aeroportos.
A fila anda
Com a prisão de João Paulo Cunha (PT-SP) decretada, petista Iara Bernardi será efetivada na vaga. Para assumir como suplente será chamado Gustavo Petta (PCdoB). Mas se ele não aceitar, a próxima da fila é Maria Lúcia Prandi Gomes (PT).
O vice Michel Temer vai reunir, dia 17, os 92 prefeitos do PMDB paulista para apoiar a chapa Paulo Skaf governador/Dilma presidente.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Feliz Ano Novo!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Donato recompensou quadrilha com cargos na gestão Haddad, diz fiscal


Em depoimento ao Ministério Público Estadual, o auditor Eduardo Horle Barcellos disse que tanto seu cargo quanto o de Ronilson Rodrigues foram garantidos após mesada em campanha; ele, porém, nega que o ex-chefe de Governo sabia a procedência do dinheiro


14 de novembro de 2013 | 2h 06

  • Artur Rodrigues, Bruno Ribeiro, Fabio Leite e Diego Zanchetta - O Estado de S.Paulo
O auditor Eduardo Horle Barcellos afirmou, em depoimento ao Ministério Público Estadual (MPE), que tanto sua permanência quanto a do fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues na gestão Fernando Haddad (PT) foram uma recompensa pelas remessas de dinheiro feitas ao então vereador Antonio Donato, ex-secretário de Governo. Ele também afirmou que Rodrigues fazia pagamentos ao vereador Aurélio Miguel (PR).

Após o depoimento prestado anteontem por Barcellos, o promotor Roberto Bodini pretende ouvir Donato no decorrer das investigações, mas ainda sem data definida. Ele quer ouvir também o secretário de Finanças da gestão Gilberto Kassab (PSD), Mauro Ricardo, que era chefe dos fiscais que operavam o esquema de recebimento de propinas, a quem Bodini chamou de, "no mínimo, omisso", por não investigar o grupo.
"Ele (Barcellos) fala que essa (permanência no governo) era a intenção dele em colaborar com a campanha. Fala que, colaborando, poderia pedir um favor em um eventual governo. E qual era o favor? Era ser designado para um local da escolha dele. Eles escolheram os cargos. Ele queria sair da arrecadação, depois pediu para ir para a isenção de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para aposentados", afirmou Bodini.
Rodrigues assumiu a direção de Finanças da São Paulo Transporte (SPTrans), empresa da Prefeitura que gerencia o Bilhete Único, movimentando R$ 6 milhões por dia.
Barcellos, no entanto, afirmou que Donato não tinha ciência da origem do dinheiro que recebia. "Ele nega categoricamente que o Donato tinha ciência do esquema, nega que foi passado para o Donato que aquele dinheiro vinha da propina", disse Bodini. "Esse pagamento aconteceu no mesmo período da investigação. Pode ser doação de campanha? Pode. Mas, em face da coincidência, terei de inquiri-lo", afirmou o promotor.
O ex-secretário de Governo será ouvido na condição de testemunha e, "por enquanto", Bodini não quebrará seus sigilos.
Omissão. Sobre Mauro Ricardo, Barcellos disse também que apenas Rodrigues tinha acesso direto ao ex-secretário. O auditor ouvido também negou saber se Kassab pudesse ter alguma ligação com o caso. "Se nem com o secretário tinha contato, quem dirá com o prefeito", disse o promotor.
Segundo Bodini, é um "escândalo" a quantidade de envelopes de dinheiro que circulava na Secretaria de Finanças na gestão de Mauro Ricardo. O ex-secretário recomendou o arquivamento de uma investigação contra a quadrilha dois dias antes de deixar o cargo, em dezembro passado - sugestão seguida pela atual gestão, que depois abriu outra investigação.
Ricardo disse que está com a "consciência tranquila". "Ele (Bodini) está investigando há sete meses e declarou que não encontrou nenhuma relação dessas pessoas comigo. Se tivesse encontrado, já teria sido noticiado", disse. Ele afirmou que prestará esclarecimentos à Prefeitura e ao MP se for chamado.
Donato afirmou, por meio de sua assessoria, que não recebeu dinheiro e que colabora com as investigações. Ele também disse que já prestou depoimento voluntariamente à Controladoria-Geral do Município.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Fiscais cobravam propina na prefeitura de SP desde 2002, afirma investigado

Josias de Souza
Foto: Ag. CNJ
Foto: Ag. CNJ
Em gravação feita no primeiro semestre de 2013, o auditor fiscal Luís Alexandre Cardoso de Magalhães afirma que começou em 2002 o esquema de cobrança de propinas flagrado na prefeitura de São Paulo. Ele é um dos fiscais encrencados na investigação. Ficou preso durante cinco. Firmou um acordo de colaboração com o Ministério Público. E deixou a cadeia há uma semana. O audio da gravação soou na noite deste domingo (10) em reportagem exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo. Luís Eduardo diz a dois de seus comparsas que fez uma escrituração das fraudes. Coisa minuciosa. “Tem o número, contribuinte, tudo bonitinho. Só que eu tenho isso desde 2002.” Realça que as mordidas da quadrilha não se restringiram ao ISS. “Vai entrar o IPTU também. Vai todo mundo!” Até aqui, imaginava-se que a quadrilha começara a agir em 2006. Confirmando-se o teor da fita, a máfia terá atuado em quatro administrações. Em 2002, governava a cidade de São Paulo o PT. A prefeita era Marta Suplicy. Fernando Haddad era chefe de gabinete da secretaria municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico. Deixou o posto no 2003. Sobrevieram José Serra (PSDB), que governou a cidade de janeiro de 2005 a março de 2006; e Gilberto Kassab (ex-DEM, hoje PSD), que ocupou a cadeira de prefeito por seis anos, até 2012. Inaugurada em janeiro de 2013, a gestão Haddad (PT) conviveu com as fraudes por quase dez meses. Foi o próprio Luís Alexandre quem fez a gravação, apreendida pela polícia no período em que ele esteve preso. O fiscal gravou uma conversa com os parceiros de quadrilha Carlos Di Lallo e Ronilson Bezerra. Deu-se num bar do bairro paulistano do Tatuapé. Luís Alexandre estava abespinhado. Descobrira que a quadrilha estava sob investigação e que Ronilson, apontado como chefe do esquema, ficara de fora. Por isso fez a gravação. O áudio vazou em ritmo de conta-gotas. O primeiro trecho viera à luz na semana passada. Nesse pedaço, o fiscal soa como se ameaçasse Ronilson. Luís Alexandre: Eu, o Lalllo e o [Eduardo] Barcellos não vamos pagar o pato nessa porra toda. Eu te dei muito dinheiro. Te dei muito dinheiro. Ronilson: Você sabe por que que você me deu dinheiro? Você sabe por quê? Porque eu te deixei lá. Luís Alexandre: Isso. Estão está todo mundo junto. Ninguém vai mexer no meu patrimônio, tá? Porque ser bandido também é difícil e eu vou preservar o meu emprego. Ronilson: Nós temos que padronizar o discurso. Os novos trechos da gravação revelaram que Luís Alexandre apimentou as ameaças. A certa altura, ele e Carlos Di Lallo recordam a Ronilson que o grupo não mordera apenas a arrecadação do ISS, mas também a do IPTU. Como que antevendo o acordo que firmaria com o Ministério Público, Luís Alexandre deixa claro que, desmascarado, revelaria tudo. Carlos Di Lallo: Todos esses anos, nós levamos dinheiro, quem pagou o pato? Luís Alexandre: O Habite-se! Carlos Di Lallo: O Habite-se! Não pegaram o IPTU. O IPTU não pegaram. Luís Alexandre: Mas eu faço pegar! Eu faço pegar! A gente fez um monte de coisa no IPTU. Foi nesse ponto que Luís Alexandre revelou ter feito uma escrituração do roubo iniciado em 2002. Manteve o timbre de ameaça: “Vocês não queriam relatório igual empresa? Não tinha que fazer um relatório, mostrar? Relatório! Tem o número, contribuinte, tudo bonitinho. Só que eu tenho isso desde 2002. Então, tem que citar só o ISS? Vai entrar o IPTU também. Vai todo mundo!” Ao longo da conversa, Luís Alexandre citou o nome de outro auditor fiscal: Leonardo Leal Dias da Silva. Vem a ser o diretor do Departamento de Arrecadação e Cobrança. Ele sabia da investigação que havia sido aberta na Controladoria da prefeitura. Chamando-o de Léo, Luís Alexandre dá a entender que recebeu dele informações sobre a trovoada que estava por cair: “Léo falou para mim: ‘Ó, é melhor você coordenar o teu imposto de renda, tudo bonitinho, que o cara vai vir pra cima de vocês. Não tenho dúvida’!” Encostado contra a parede, Ronilson refuta a suspeita dos colegas de que ele teria sido excluído das investigações por dedurado o esquema. Para afastar as dúvidas, diz que chamará outros quatro personagens: Eduardo Barcellos, fiscal que também passou pela prisão na semana passada; o próprio Leonardo Leal; Douglas Amato, atual subsecretário de Finanças da prefeitura; e o petista Antonio Donato, secretário de Governo da gestão Fernando Haddad. “Nós vamos trazer Barcellos”, diz Ronilson na gravação. “E nós vamos trazer o Léo junto. Léo e o Douglas aqui. E vamos trazer Donato também. Eu tô com vocês, onde vocês quiserem. Pra provar essa porra toda.” Procurada, a prefeitura manifestou-se por meio de nota. Informou que Leonardo Leal foi afastado da diretoria do Departamento de Arrecadação na última sexta-feira. Quanto a Douglas Amato e Antonio Donato, a prefeitura considera que não há indícios do envolvimento deles no esquema de desvios. Informou-se, de resto, que a Controladoria abriu uma investigação sobre as fraudes no IPTU.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Desvio de dinheiro na Prefeitura de São Paulo pode ser de meio bilhão de reais
por
Fernando Duarte
Publicada em 31/10/2013 00:01:00
Autoridades públicas da gestão do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), se apressaram em assegurar a não participação do ex-chefe do Executivo e de ex-secretários municipais da Fazenda, entre eles o atual titular da pasta em Salvador, Mauro Ricardo Costa.
O escândalo de desvio estimado de R$ 500 milhões em ISS da capital paulista tornou-se público após a operação Necator (uma espécie de parasita) ser deflagrada pelo Ministério Público. A ação, realizada ontem, terminou com a prisão de quatro servidores públicos, identificados por Kassab como “técnicos, funcionários de carreira”, sem ingerência política dele para indicação.
Por meio de nota, o secretário da Fazenda de Salvador lamentou as supostas irregularidades praticadas por funcionários da Secretaria de Finanças de São Paulo. De acordo com Mauro Ricardo, “com relação às notícias veiculadas na imprensa acerca de supostas irregularidades, venho a lamentar que tais fatos, caso sejam comprovados, tenham sido praticados por servidores públicos municipais concursados”.
Segundo informações, foram presos o ex-subsecretário da Receita Municipal paulistana, Ronilson Bezerra Rodrigues, o diretor de arrecadação do mesmo órgão, Eduardo Barcelos, ex-diretor da divisão de cadastro de imóveis, Carlos Augusto Di Lallo Leite do Amaral, e o agente de fiscalização Luis Alexandre Cardoso de Magalhães. Os funcionários são acusados de integrar uma quadrilha que recebia propina de grandes construtoras para o fornecimento de certidões de quitação de ISS sem o pagamento do que era devido – estima-se que 50% do valor das dívidas era pago ao grupo, que atuava num escritório a 300 metros da sede do órgão, batizado de “ninho”.
Também por meio de nota, Kassab reiterou a atuação dele na prefeitura e demonstrou confiança em seus ex-auxiliares da Fazenda. “Durante a gestão, o ex-prefeito de São Paulo deu total autonomia aos secretários de Estado para montar as suas respectivas equipes e tem certeza que todos se colocarão à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações e esclarecer todas as dúvidas existentes”, apontou.
Mauro Ricardo sinalizou não ter ciência do escândalo que movimentou comprovadamente R$ 200 milhões ao longo de três anos.
 “O Ministério Público de São Paulo tem todas as condições de elucidar o ocorrido e apresentar a denúncia à Justiça, a quem cabe julgar os fatos. Não tenho qualquer envolvimento com tais denúncias e espero que a Justiça cumpra o seu papel de investigar e punir os eventuais responsáveis”, defendeu-se o secretário da Fazenda soteropolitano, que assumiu o posto após deixar a mesma função em São Paulo.

domingo, 3 de março de 2013

Por reeleição, Alckmin evita embate com Dilma e petistas


Governador paulista não busca confronto com a popularidade da presidente e mantém relação que rendeu promessas de grandes investimentos para o Estado

02 de março de 2013
22h 04

Newsletter

Bruno Boghossian, de O Estado de S.Paulo

Há uma semana, quando líderes do PSDB orquestraram discursos, palestras e vídeos para atacar a comemoração do PT por seus dez anos no governo federal, o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) sorriu ao ser confrontado com o assunto e se esquivou, com um ditado típico do interior: "Em festa de jacu, inhambu não pia".



Alckmin é um inhambu em um ninho de tucanos que tentam reforçar a polarização com o PT, com o objetivo de desalojar o partido da Presidência nas próximas eleições. Com uma cautela que visa a preservar sua própria reeleição, o paulista evita choques com a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) e mantém estável uma relação que rendeu promessas de investimentos vultosos para seu Estado.



Diferentemente de seus aliados, Alckmin tem sido um cabo eleitoral discreto para o PSDB na pré-campanha presidencial. Apesar de apoiar o nome de Aécio Neves, rechaça publicamente a antecipação do debate eleitoral e poupa disparos contra o PT de Dilma.



Seus auxiliares afirmam que ele pretende adiar um embate partidário com a presidente para manter aberta a torneira de convênios e investimentos federais, como os repasses para o Rodoanel, para o Ferroanel e para o Minha Casa, Minha Vida. Só para a habitação popular, há previsão de que R$ 6,15 bilhões saiam dos cofres federais para São Paulo.



Alckmin tem se mostrado um parceiro da União mais frequente que seu antecessor, José Serra (PSDB). Desde que os petistas assumiram a Presidência da República, em 2003, a participação do Estado nos convênios com o governo federal despencou.



No fim da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o governo paulista recebeu 20,3% do valor distribuído aos Estados em convênios. Em 2010, último ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Serra conseguiu captar apenas 6,3% desse bolo.



Alckmin retomou parcerias: no governo Dilma, São Paulo elevou para 9,2% sua participação do volume distribuído.



Segundo aliados, investimentos conjuntos serão apresentados como trunfo do governador na campanha pela reeleição.



A postura de Alckmin diante da popularidade de Dilma e dos bilhões de reais prometidos pelo governo federal é tão amigável que seus auxiliares diretos já admitem que o embate entre PSDB e PT em São Paulo na próxima eleição pode ser suave.



Reservadamente, tucanos acreditam que as urnas serão abertas com uma proporção significativa de votos "Dilmin" - Dilma para presidente e Alckmin para governador. O apelido é uma adaptação dos fenômenos mineiros "Lulécio" (Lula para presidente e Aécio para governador, em 2006) e "Dilmasia" (Dilma para presidente e o tucano Antonio Anastasia para go

Por reeleição, Alckmin evita embate com Dilma e petistas


Governador paulista não busca confronto com a popularidade da presidente e mantém relação que rendeu promessas de grandes investimentos para o Estado

02 de março de 2013
22h 04

Notícia

A+ A- Assine a Newsletter Bruno Boghossian, de O Estado de S.Paulo

Há uma semana, quando líderes do PSDB orquestraram discursos, palestras e vídeos para atacar a comemoração do PT por seus dez anos no governo federal, o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) sorriu ao ser confrontado com o assunto e se esquivou, com um ditado típico do interior: "Em festa de jacu, inhambu não pia".



Veja também:

Dilma diz que aliança com PMDB terá 'longa vida' e volta a atacar a oposição

'Brasil precisa mais de uma presidente do que de uma candidata', diz Aécio





Alckmin é um inhambu em um ninho de tucanos que tentam reforçar a polarização com o PT, com o objetivo de desalojar o partido da Presidência nas próximas eleições. Com uma cautela que visa a preservar sua própria reeleição, o paulista evita choques com a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) e mantém estável uma relação que rendeu promessas de investimentos vultosos para seu Estado.



Diferentemente de seus aliados, Alckmin tem sido um cabo eleitoral discreto para o PSDB na pré-campanha presidencial. Apesar de apoiar o nome de Aécio Neves, rechaça publicamente a antecipação do debate eleitoral e poupa disparos contra o PT de Dilma.



Seus auxiliares afirmam que ele pretende adiar um embate partidário com a presidente para manter aberta a torneira de convênios e investimentos federais, como os repasses para o Rodoanel, para o Ferroanel e para o Minha Casa, Minha Vida. Só para a habitação popular, há previsão de que R$ 6,15 bilhões saiam dos cofres federais para São Paulo.



Alckmin tem se mostrado um parceiro da União mais frequente que seu antecessor, José Serra (PSDB). Desde que os petistas assumiram a Presidência da República, em 2003, a participação do Estado nos convênios com o governo federal despencou.



No fim da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o governo paulista recebeu 20,3% do valor distribuído aos Estados em convênios. Em 2010, último ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Serra conseguiu captar apenas 6,3% desse bolo.



Alckmin retomou parcerias: no governo Dilma, São Paulo elevou para 9,2% sua participação do volume distribuído.



Segundo aliados, investimentos conjuntos serão apresentados como trunfo do governador na campanha pela reeleição.



A postura de Alckmin diante da popularidade de Dilma e dos bilhões de reais prometidos pelo governo federal é tão amigável que seus auxiliares diretos já admitem que o embate entre PSDB e PT em São Paulo na próxima eleição pode ser suave.



Reservadamente, tucanos acreditam que as urnas serão abertas com uma proporção significativa de votos "Dilmin" - Dilma para presidente e Alckmin para governador. O apelido é uma adaptação dos fenômenos mineiros "Lulécio" (Lula para presidente e Aécio para governador, em 2006) e "Dilmasia" (Dilma para presidente e o tucano Antonio Anastasia para go