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domingo, 28 de junho de 2015
Ciclovia é um "símbolo de qualidade de vida", diz Haddad
Pistas exclusivas para bicicletas foram inauguradas neste domingo
A ciclovia da Avenida
Paulista foi inaugurada na manhã deste domingo (28/6) em uma cerimônia que
contou com a presença do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e do
secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto. Por volta das 10h, a via foi
interditada ao trânsito nos dois sentidos. Os bloqueios podem ir até as 17h. O prefeito disse que a ciclovia é um "símbolo de
qualidade de vida". Ele justificou o fechamento da Avenida Paulista para o
evento dizendo que o espaço "é público". Jilmar Tatto respondeu que o fechamento da via
nos finais de semana ainda está em
estudo. “A intenção da ciclovia é abrir a Avenida Paulista para todo mundo, não
só para carros, mas também para pedestres e veículos não motorizados”, explicou
o secretário. Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad pedala na Av. PaulistaDurante a coletiva, o prefeito enfrentou protestos de
pessoas contrárias ao PT, que gritavam frases contra ele e a presidente Dilma
Rousseff. Simpatizantes do prefeito o defenderam gritando contra o grupo. Um pouco antes da inauguração, por volta das 9h, ciclistas
já pedalavam na ciclovia. Grupos chegavam à avenida para acompanhar a abertura
e algumas pessoas carregavam balões brancos. Bicicletas foram colocadas em
alguns pontos da via para lembrar os ciclistas mortos. No mesmo horário, funcionários da Prefeitura limpavam um
trecho da pista, na altura do prédio da Fiesp, manchada com tinta azul, que foi
jogada na ciclovia. Não havia
informações sobre o responsável pelo ato de vandalismo. O secretário municipal de Educação, Gabriel Chalita, foi até
a Avenida Paulista para a inauguração. Ele acredita que a ciclovia é uma
iniciativa que demora até as pessoas se acostumarem, até por isso há muitas
críticas. “A juventude olha com bons olhos essas novidades e quer se apropriar
dos espaços da cidade. Os jovens nem querem ter carro.” O ex-senador Eduardo
Suplicy, secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, também foi pedalar
na nova ciclovia. Com 2,7 km de extensão e construída no canteiro central, a
pista exclusiva está entre a Praça Oswaldo Cruz e a Avenida Angélica. A
ciclovia tem quatro metros de largura e fica a uma altura de 18 cm em relação
às faixas de rolamento ao seu lado. Devido ao alargamento do canteiro central, as faixas das
duas pistas, tanto no sentido Consolação quanto no sentido Brigadeiro,
precisaram ser reajustadas e diminuíram a largura de 3 metros para 2,8 metros.
Já a faixa de ônibus, à direita da pista, perdeu 20 centímetros, passando de
3,5 metros para 3,3 metros. A obra, que durou quase cerca de seis meses, custou R$ 12,2
milhões, no trecho entre as avenidas Paulista e Bernardino de Campos, incluindo
a instalação de dutos para a passagem de fibra ótica sob a pista. "Nós aumentamos o espaço de pedestres no canteiro
central. O pedestre tem o tempo semafórico. Se ele ficar no canteiro central,
tem uma ilha de segurança que nós aumentamos”, afirmou o secretário municipal
de Transportes, Jilmar Tatto. “Fizemos o recuo para pedestre, para o ciclista,
tiramos os relógios por questão de segurança”, disse. A construção de ciclovias é uma das principais marcas da
gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), que pretende entregar 400 km de vias
exclusivas para ciclistas até o fim deste ano. Atualmente, a cidade possui
298,6 km de ciclovias, sendo 238,3 km somente da gestão do prefeito Haddad. Com
as inaugurações deste domingo, São Paulo tem 307,4 km de ciclovias.
Tags: ciclovia, fechamento, prefeito, são paulo, Trânsito
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Tamanduá é abandonado no parque Ibirapuera (SP)
Noelle Marques Do UOL, em São Paulo
SVMA/Fauna
Funcionário exibe filhote de tamanduá que foi abandonado no parque Ibirapuera
Um filhote de tamanduá foi abandonado nesta semana no parque
Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. O animal de três meses de vida e
2,2 kg foi encontrado dentro de uma caixa de papelão, que estava próxima
ao portão oito do parque. Segundo a Secretaria do Verde e Meio
Ambiente de São Paulo, o filhote foi encaminhado para o Centro de Manejo
e Conservação de Animais Silvestres (Cemacas), que fica localizado no
Parque Anhanguera, onde passou por exames e está tratando alguns
ferimentos. Não foi informado para onde o animal será levado após se
recuperar. O tamanduá não é encontrado naturalmente na cidade de São Paulo.
O abandono de animais é considerado crime ambiental, previsto no artigo
32 da Lei federal 9.605/98 de Crimes Ambientais, com pena de três meses
a um ano de detenção, além de multa. A Divisão de Fauna do
Parque Ibirapuera, que desenvolve ações de proteção e conservação da
fauna silvestre, recebe animais silvestres de segunda a quinta-feira,
das 8h às 16h, e as sextas-feiras, das 8h às 12h, na avenida IV
Centenário, no portão 7A.
Consultas em unidades de saúde de São Paulo caíram 21% em 2014
THAIS BILENKY
DE SÃO PAULO
Saindo do centro de SP, fora do rush, um médico que trabalha na unidade
de saúde Castro Alves, em Cidade Tiradentes, dirigirá mais de uma hora
para atravessar a zona leste. Passará por favelas, ruas com esgoto a céu
aberto e até um pasto com vacas. Ao chegar, não se sentirá seguro:
queixas de assaltos ou agressões não são raras.
O roteiro ajuda a explicar por que não havia pediatra nesse posto em 91%
dos dias do ano passado. Mais do que isso, reflete parte do problema
por trás da redução de atendimentos básicos de saúde na cidade no ano
passado.
O número de consultas nas AMAs 12 horas (unidades que prestam
assistência médica ambulatorial, casos menos complexos) caiu 21% em
2014, no segundo ano de mandato de Fernando Haddad (PT) –foram 5,8
milhões, ante 7,3 milhões no ano anterior.
A principal explicação da prefeitura e de entidades é a falta de médicos, mas também há questionamentos sobre a redução de verbas.
Luiz Carlos Murauskas/Folhapress
Silvana Ferreira, 39, reclama da falta de médicos na AMA
Marca do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) na área da saúde, essas 98
AMAs funcionam das 7h às 19h, de segunda a sábado, e são administradas
por convênios ou contratos da prefeitura com as chamadas organizações
sociais de saúde (OSS).
Elas são uma porta de entrada do SUS e servem como "peneira", para
desafogar os prontos-socorros, dispensando os casos mais simples –tendo
função diferente das AMAs 24 horas, que atendem urgência e emergência.
Editoria de Arte/Folhapress
O atendimento é voltado à atenção básica, assim como nas Unidades
Básicas de Saúde municipais, que fazem consulta com hora marcada.
Mesmo nas UBSs a situação não é animadora. A quantidade de consultas em
2014 se manteve praticamente estável -elas variaram de 7,98 milhões para
7,99 milhões.
O próprio secretário da Saúde, José de Filippi Júnior, porém, aponta a
precariedade. Diz que deveria haver 600 UBSs, mas existem 450. "Só que
200 delas não merecem esse nome. Deveriam se chamar CBS, casinhas
básicas de saúde", afirma, referindo-se ao número insuficiente de
consultórios e profissionais.
RECURSOS
Tanto a gestão Haddad como as entidades atribuem a queda de 1,5 milhão de consultas à falta de médicos –um problema histórico.
Mas há também um impasse recente entre as partes que pode ter agravado a situação.
As organizações sociais se queixam de atrasos e cortes de até 30% de
recursos da prefeitura. Dizem que isso teve reflexo na captação de
equipes.
Já a gestão Haddad alega que isso é motivado pelo não cumprimento de
meta das organizações, que deixam de usar parte dos repasses ao não
contratar médicos e, por isso, sofrem descontos. A prefeitura diz que,
em 2014, mais de R$ 100 milhões não foram gastos por falta de
contratação de equipes pelas entidades.
Nas eleições municipais, parte do PT defendeu a eliminação dessas
parcerias na saúde, alegando que são custosas e com fiscalização frágil.
Mas Haddad prometeu mantê-las. Há alguns meses, ele reformulou os
contratos com as OSS: antes, previam meta de atendimento, mas não uma
equipe mínima; agora, é necessário atender também ao segundo requisito.
Essas AMAs deveriam ter equipe médica com dois clínicos, dois pediatras,
um cirurgião geral ou ginecologista, enfermeiros e técnicos.
Na Castro Alves, pacientes saíam reclamando da falta de médicos na
última quarta (6). "Nunca tem médico! Por que uns podem [ter acesso a
tratamento de saúde] e outros não?", criticou a dona de casa Silvana
Ferreira, 39.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Marta Suplicy e o PMDB
29/1/2015 9:36
Por Leandro Mazzini - de Brasília
Com a metralhadora giratória verbal na ativa, com o PT como alvo, a
senadora e ex-ministra Marta Suplicy está a um passo de se filiar ao
PMDB para se lançar candidata à Prefeitura de São Paulo ano que vem.
Convites sobram de outros partidos da base e oposição ao governo. Ela
ainda não decidiu. O convite do PMDB partiu da direção regional do partido, embora às
claras não tenha o aval do vice-presidente da República – e manda-chuva
do PMDB – Michel Temer, aliadíssimo do PT e da presidente Dilma, os
alvos figadais de Marta. Revoltada com a atual situação do PT (em especial no noticiário
negativo e nos desmandos do governo), a ex-prefeita paulistana, ao mirar
a legenda que ajudou a fundar e ainda a acolhe, dá sinais de que a
insatisfação é apenas o passo inicial para a debandada de seu pequeno
séquito para outro partido. E que, alijada do governo Dilma, é capaz
hoje de trilhar sozinha seu caminho sem as bênçãos do PT e do
ex-presidente Lula, a quem admira e defende, conforme entrevista recente
ao Estadão. Ex-prefeita de São Paulo não reeleita, Marta tem um significativo
potencial de votos na capital paulista, o mesmo que a levou ao Senado
Federal em 2010. Tem pouco a perder: seu mandato eletivo na Casa Alta
vai até 2019, e uma vez candidata, independentemente do partido, mesmo
que eventualmente não vença a eleição, ela mantém o nome na vitrine no
maior PIB brasileiro e no mais importante reduto eleitoral do País. Mas uma recente movimentação política na capital, que envolve
especialmente o PMDB, pode ser um entrave num eventual projeto de Marta
se filiar ao PMDB e se candidatar. Gabriel Chalita, o quadro mais
provável do PMDB para uma candidatura municipal, aliou-se ao prefeito
Fernando Haddad (PT) como secretário de Educação. Os sinais são claros: É
incoerente um secretário recém-empossado e a um ano da eleição se
lançar contra o atual prefeito. O próximo ano pode evidenciar outro
pré-acordo: Chalita é potencial candidato a vice na chapa de reeleição
de Haddad, o que, obviamente, inviabilizaria uma candidatura de Marta. Os próximos meses mostrarão quando Marta vai se desarmar, parar de
atirar e concentrar-se num projeto político pessoal, independentemente
do partido que escolher. Sua saída do PT é considerada inevitável por
suas recentes declarações. Procurada através de sua assessoria, Marta não se pronunciou. O Caso Alírio Já está na mesa do juiz o processo tramitado na 5ª Vara Fazendária em
que o MP do Distrito Federal denuncia um deputado, o presidente da OAB
local e a esposa do ministro do STF Dias Toffoli por um prejuízo de R$
25 milhões, em valores de hoje. São réus na ação o deputado distrital Alírio Neto, o presidente da
OAB Ibañeis Rocha, e a procuradora da Câmara Legislativa do DF Roberta
Maria Rangel, entre outros. O MP viu irregularidades no pagamento de juros e correção monetária a
“centenas de servidores, ex-servidores e pensionistas” da Câmara
Legislativa, referentes a perdas salariais na conversão do URV para o
Real em 1994. A Câmara desembolsou pagamentos em 2008 aos servidores
após pleito da Associação dos Servidores da Câmara – a ASSECAM. Foi na
gestão de Alírio, com parecer da procuradora e o advogado da ASSECAM era
o agora presidente da OAB, que foi remunerado em mais de R$ 3,3
milhões. _______________________________________ Com Equipe DF e SP
sábado, 24 de janeiro de 2015
Abastecimento de água em SP pode entrar em colapso em até 4 meses
Se os níveis de chuva permanecerem como estão em São Paulo, sem
melhorarem o volume dos reservatórios que abastecem a cidade, e se o
consumo continuar no nível que está hoje, da ordem de 20 m3 por segundo,
em três ou no máximo quatro meses chegaremos ao colapso no
abastecimento de água no Estado. O "preocupante"
diagnóstico, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, foi feito
pelo governo federal na reunião realizada no Planalto na tarde desta
sexta-feira, 23. Comandado pelo ministro da Casa Civil, Aloizio
Mercadante, o encontro com seis ministros avaliou a situação crítica dos
Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Para
tentar evitar que a situação chegue a este ponto e possa até mesmo
comprometer a situação de geração de energia em algumas regiões, como é o
caso principalmente do Rio, cada ministério estudará propostas para
serem apresentadas em uma próxima reunião no Planalto, na Quarta-feira. Com
estas propostas aprovadas pela presidente Dilma Rousseff, o governo
federal vai chamar os governadores dos três Estados para que eles
apresentem os planos de contingência de que dispõem e, juntos, possam
construir uma proposta conjunta de trabalho para tentar diminuir os
prejuízos à população. Como medida preventiva, o governo
federal anunciou a inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) uma obra que promete aumentar a disponibilidade de água no Sistema
Cantareira e beneficiar a região metropolitana de São Paulo, que sofre
com a escassez de água. O projeto de transposição da bacia
do Paraíba do Sul ao Sistema Cantareira tem investimento estimado em R$
830,5 milhões e será executado pela Sabesp, que distribui água no
Estado de São Paulo. O empreendimento é um dos projetos que
o governo de São Paulo apresentou à presidente Dilma no fim do ano
passado para reforçar o abastecimento de água no Estado. A obra irá
integrar as águas da bacia do Rio Paraíba do Sul ao Sistema Cantareira
por meio de um canal entre as represas Atibainha, que abastece São
Paulo, e o reservatório Jaguari, no Rio de Janeiro. A
expectativa, segundo o Ministério do Planejamento, é que a obra aumente a
disponibilidade hídrica no sistema Cantareira em 5,1 metros cúbicos por
segundo. O empreendimento de interligação do reservatório
Jaguari-Atibainha na carteira do PAC foi aprovada pelo comitê gestor do
programa. Segundo apurou a reportagem, o governo avaliou
também na reunião os impactos da forte estiagem na irrigação, que poderá
atrapalhar a produção agrícola e até mesmo na indústria, trazendo
prejuízos ao País em momento em que a economia já enfrenta sérios
problemas. Até mesmo um planejamento de redução de
fornecimento de água, em caso de agravamento da crise, foi tratado no
encontro. Há uma decisão de que hospitais e residências serão
preservados. Caso haja necessidade de escalonamento de consumo, uma das
medidas poderia ser readequação de horários de aula e até suspensão, em
último caso. Além de Mercadante, participaram da reunião a
ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira e os ministros Eduardo
Braga (Minas e Energia), Nelson Barbosa (Planejamento), Gilberto Occhi
(Integração Nacional), Tereza Campello (Desenvolvimento Social) e Patrus
Ananias (Desenvolvimento Agrário).
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Réveillon na Avenida Paulista também reunirá dois milhões de pessoas
Com o tema "São Paulo Conectada com o Futuro",
a tradicional festa de Réveillon na Avenida Paulista também deve atrair
cerca de dois milhões de pessoas, a exemplo do Rio de Janeiro. A
novidade deste ano é que o público poderá interagir, enviando conteúdos
que poderão aparecer nos telões que foram instalados na avenida. O
público deverá usar as hastags #VemPraPaulista e
#reveillonnapaulista2015 nas postagens feitas no Twitter durante o
evento. A festa tem como atrações a Banda Gin, escolhida pelo público por meio de votação na internet,
o grupo Art Popular, o cantor Michel Teló e a Banda Strike, além de
cantores finalistas do programa The Voice Brasil. O encerramento da
festa será com a escola de samba Mocidade Alegre, vencedora do Carnaval
deste ano. Todas as pessoas que entram na área cercada da Avenida Paulista são revistadas por questões de segurança. Não é permitido o acesso
com objetos pontiagudos ou cortantes, facas, estiletes, guarda-chuva,
fogos de artifício, buzinas, sprays de espuma, latas e garrafas. Há 80 pontos de venda de alimentos e bebidas na avenida, onde cartões de crédito e débito são aceitos. Cerca
de 3 mil profissionais cuidam da segurança do público, entre policiais
militares, guardas municipais, equipes da Companhia de Engenharia de
Tráfego (CET), brigadistas e seguranças particulares. Todas as
linhas do Metrô vão funcionar de maneira ininterrupta durante toda a
madrugada. Para chegar à avenida Paulista, os usuários poderão embarcar
em qualquer estação das linhas 1-Azul, 2-Verde (exceto a Estação
Trianon-Masp, que estará fechada), 3-Vermelha e 4-Amarela até as 2h.
Após esse horário, apenas as estações Paraíso, da Linha 1- Azul,
Brigadeiro e Consolação, da Linha 2- Verde, e Paulista, da Linha 4-
Amarela, permanecerão abertas para embarque e desembarque, enquanto as
demais funcionam somente para desembarque. Já na Linha 5-Lilás, os
usuários poderão embarcar em todas as estações até a meia-noite. Após
esse horário, as estações ficam abertas somente para desembarque.
Tags: ano, capital, festas, passagem, Paulista
sábado, 27 de dezembro de 2014
Haddad anuncia Passe Livre para estudantes de São Paulo
atualizado em 26 de Dezembro de 2014 às 22h30
O prefeito de São Paulo, Fernando
Haddad (PT), confirmou por meio de seu perfil no Twitter na tarde desta
sexta-feira que deverá instituir o Passe Livre para estudantes de escola
pública e universitários do Prouni, Fies e cotistas raciais.
A liberação do Passe Livre pela prefeitura surge no
mesmo momento que a prefeitura e o governo do Estado de São Paulo devem
aumentar a tarifa para Metrô, CPTM e ônibus municipais e
intermunicipais, conforme entrevista do governador Geraldo Alckmin
(PSDB) ao canal Globo News.
Alckmin afirmou que é natural um aumento, uma vez que em
2013 e 2014 não teve alterações nas tarifas de ônibus. O tucano ainda
afirma que o valor deve ficar abaixo da inflação. O aumento deve
acontecer no começo de 2015, a partir de 6 de janeiro, e pode custar
entre R$ 3,40 e R$ 3,50 ante os atuais R$ 3,00.
Sem entrar em detalhes, o tucano também afirmou que
estuda a liberação do Passe Livre para estudantes da rede estadual de
ensino.
Movimento Passe Livre
O aumento da passagem foi o principal tema das manifestações em 2013.
Encabeçados pelo Movimento Passe Livre (MPL), milhões de pessoas foram
às ruas contra o aumento de R$ 0,20 às vésperas da Copa das
Confederações no Brasil, durante o mês de junho.
Na época, as passagens de ônibus, metrô e trem da cidade
de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no dia 2 de junho. A tarifa
anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011. Segundo a
administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação
acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$
3,40.
No dia 19 de junho de 2013, o governador Geraldo Alckmin
(PSDB) e o prefeito Fernando Haddad (PT) anunciaram a redução dos
preços das passagens de ônibus, metrô e trens metropolitanos para R$ 3. O
preço da integração também retornou para o valor de R$ 4,65 depois de
ter sido reajustado para R$ 5.
As manifestações de junho foram marcadas por frase como
“vem pra rua”, “o gigante acordou” e “não são pelos R$ 0,20”. Ainda
tivera, outras reclamações como melhorias em hospitais e educação, em
frases como “queremos hospital padrão Fifa”.
A mobilização ainda ultrapassou as fronteiras do País e
ganhou as ruas de várias cidades do mundo. Dezenas de manifestações
foram organizadas em outros países em apoio aos protestos em São Paulo e
repúdio à ação violenta da Polícia Militar. Eventos foram marcados
pelas redes sociais em quase 30 cidades da Europa, Estados Unidos e
América Latina.