terça-feira, 23 de outubro de 2018

Odilon assume liderança na reta final

Com 52,5% Odilon assume liderança na reta final, diz pesquisa IPEXX Brasil




O candidato ao governo do Estado, juiz Odilon de Oliveira, já aparece na frente do oponente, Reinaldo Azambuja (PSDB), nesta reta final e agora está em primeiro, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 22, feita pelo Instituto de Pesquisa Ipexx Brasil.

A pesquisa mostra Odilon com 52,52% dos votos válidos, contra 47,48% do concorrente. Nas duas análises anteriores deste segundo turno o pedetista se mostrava em segundo, mas empatado no limite da margem de erro.

A pesquisa foi feita nos 12 maiores colégios eleitorais: Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Aquidauana, Sidrolândia, Paranaíba, Maracaju e Coxim.

Para Odilon, as últimas pesquisas estão mais perto da realidades das ruas. “Não temos rejeição e cada dia mais as pessoas estão aderindo ao nosso projeto. No corpo a corpo sentimos isso diariamente. Nessa última semana vamos intensificar a campanha e levar nossas propostas à população, que já se decidiu pela mudança de verdade. Agora é a hora da virada”, declarou, acrescentando que os apoiadores voluntários devem continuar firmes no trabalho formiguinha de conversar com as pessoas em todo o Estado.

O nível de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máximo estimado considerando um modelo de amostragem aleatório simples, é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 1.040 eleitores, entre os dias 17 e 21 de outubro. A pesquisa foi registrada no TRE-MS sob o número 05585/2018.

Rejeição

O levantamento mostra que a Rejeição de Reinaldo continua maior. D e acordo com a amostragem, 35,10% dos entrevistados disseram que não votariam no candidato a reeleição de jeito nenhum, contra 25% de Odilon.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Grupo de intelectuais lança manifesto contra Bolsonaro

Grupo de intelectuais lança manifesto contra Bolsonaro


Da Redação

portal@hojeemdia.com.br
23/09/2018 - 21h34 - Atualizado 21h44Cn

Wilson Dias / Agência Brasil /
Manifesto, que tem lista de assinaturas aberta, ressalta ameça fascista representada pela candidatura do ex-militar
Manifesto, que tem lista de assinaturas aberta, ressalta ameça fascista representada pela candidatura do ex-militar
Grupo de artistas, ativistas, intelectuais e empresários, dentre outras personalidades brasileiras, lançou, neste domingo (23), manifesto contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Intitulado "Pela Democracia, Pelo Brasil", o documento afirma que a candidatura dele representa "ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial". O manifesto foi publicado no site do movimento, batizado "Democracia Sim", e a lista de signatários está aberta para quem quiser assinar. A relação inicial já contava com cerca de 150 assinaturas.
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Entre os nomes estão artistas como Caetano Veloso, Chico Buarque, Mano Brown, Wagner Moura, Walter Sales, Camila Pitanga, Laerte e Maria Gadu; jornalistas como Zeca Camargo, Eugenio Bucci, Gilberto Dimenstein e Glória Kalil; empresários como Maria Alice Setúbal, educadora e acionista do Itaú Unibanco, e Guilherme Leal, sócio da Natura; além de profissionais diversos, como o médico Drauzio Varella, o economista Bernard Appy, o advogado Oscar Vilhena e o antropólogo Luiz Eduardo Soares.

O texto, que não indica apoio a qualquer candidato, ressalta a ameaça aos direitos humanos que uma vitória do ex-militar representa. “Nunca é demais lembrar, líderes fascistas, nazistas e diversos outros regimes autocráticos na história e no presente foram originalmente eleitos, com a promessa de resgatar a autoestima e a credibilidade de suas nações, antes de subordiná-las aos mais variados desmandos autoritários”, afirma o documento.

Leia o manifesto na íntegra:

"Pela Democracia, pelo Brasil

Somos diferentes. Temos trajetórias pessoais e públicas variadas. Votamos em pessoas e partidos diversos. Defendemos causas, ideias e projetos distintos para nosso país, muitas vezes antagônicos.

Mas temos em comum o compromisso com a democracia. Com a liberdade, a convivência plural e o respeito mútuo. E acreditamos no Brasil. Um Brasil formado por todos os seus cidadãos, ético, pacífico, dinâmico, livre de intolerância, preconceito e discriminação.

Como todos os brasileiros, sabemos da profundidade dos desafios que nos convocam nesse momento. Mais além deles, do imperativo de superar o colapso do nosso sistema político, que está na raiz das crises múltiplas que vivemos nos últimos anos e que nos trazem ao presente de frustração e descrença.

Mas sabemos também dos perigos de pretender responder a isso com concessões ao autoritarismo, à erosão das instituições democráticas ou à desconstrução da nossa herança humanista primordial.

Podemos divergir intensamente sobre os rumos das políticas econômicas, sociais ou ambientais, a qualidade deste ou daquele ator político, o acerto do nosso sistema legal nos mais variados temas e dos processos e decisões judiciais para sua aplicação. Nisso, estamos no terreno da democracia, da disputa legítima de ideias e projetos no debate público.

Quando, no entanto, nos deparamos com projetos que negam a existência de um passado autoritário no Brasil, flertam explicitamente com conceitos como a produção de nova Constituição sem delegação popular, a manipulação do número de juízes nas cortes superiores ou recurso a autogolpes presidenciais, acumulam declarações francamente xenofóbicas e discriminatórias contra setores diversos da sociedade, refutam textualmente o princípio da proteção de minorias contra o arbítrio e lamentam o fato das forças do Estado terem historicamente matado menos dissidentes do que deveriam, temos a consciência inequívoca de estarmos lidando com algo maior, e anterior a todo dissenso democrático.

Conhecemos amplamente os resultados de processos históricos assim. Tivemos em Jânio e Collor outros pretensos heróis da pátria, aventureiros eleitos como supostos redentores da ética e da limpeza política, para nos levar ao desastre. Conhecemos 20 anos de sombras sob a ditadura, iniciados com o respaldo de não poucos atores na sociedade. Testemunhamos os ecos de experiências autoritárias pelo mundo, deflagradas pela expectativa de responder a crises ou superar impasses políticos, afundando seus países no isolamento, na violência e na ruína econômica. Nunca é demais lembrar, líderes fascistas, nazistas e diversos outros regimes autocráticos na história e no presente foram originalmente eleitos, com a promessa de resgatar a autoestima e a credibilidade de suas nações, antes de subordiná-las aos mais variados desmandos autoritários.

Em momento de crise, é preciso ter a clareza máxima da responsabilidade histórica das escolhas que fazemos.

Esta clareza nos move a esta manifestação conjunta, nesse momento do país. Para além de todas as diferenças, estivemos juntos na construção democrática no Brasil. E é preciso saber defendê-la assim agora.

É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós.

Prezamos a democracia. A democracia que provê abertura, inclusão e prosperidade aos povos que a cultivam com solidez no mundo. Que nos trouxe nos últimos 30 anos a estabilidade econômica, o início da superação de desigualdades históricas e a expansão sem precedentes da cidadania entre nós. Não são, certamente, poucos os desafios para avançar por dentro dela, mas sabemos ser sempre o único e mais promissor caminho, sem ovos de serpente ou ilusões armadas.

Por isso, estamos preparados para estar juntos na sua defesa em qualquer situação, e nos reunimos aqui no chamado para que novas vozes possam convergir nisso. E para que possamos, na soma da nossa pluralidade e diversidade, refazer as bases da política e cidadania compartilhadas e retomar o curso da sociedade vibrante, plena e exitosa que precisamos e podemos ser".

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Eleito em SP, João Doria 'perde' para brancos, nulos e abstenções


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  • Daniel Teixeira/ Estadão Conteúdo
    O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria, foi eleito no 1º turno
    O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria, foi eleito no 1º turno
O número de pessoas que não votaram em nenhum candidato a prefeito em São Paulo superou o total de votos obtido pelo candidato do PSDB, João Doria, eleito no primeiro turno.
Os votos em branco, nulos e as abstenções (eleitores que não compareceram à votação), somaram 3.096.304. Doria obteve um total de 3.085.187 votos.
O candidato do PSDB foi eleito porque o resultado da eleição para prefeito é definido apenas com base nos votos válidos. Os votos válidos são aqueles efetivamente destinados a um dos candidatos na disputa, ou seja, não incluem brancos, nulos e abstenções.
Doria ficou com 53,29% dos votos válidos. O segundo colocado, atual prefeito Fernando Haddad (PT), terminou com 16,7%. Assim, o tucano levou a Prefeitura de São Paulo já no primeiro turno. 
Em 2012, o número de abstenções, brancos e nulos em São Paulo também superou os votos conquistados, individualmente, pelos dois candidatos que passaram ao segundo turno.
Foram 2.490.513 (31,26%) abstenções, brancos e nulos. Naquela eleição, José Serra (PSDB) teve 1.884.849 votos (30,75%) e Fernando Haddad (PT), 1.776.317 (28,98%). 
No segundo turno da eleição de 2012, Haddad levou a Prefeitura de São Paulo com 3,3 milhões de votos (55,57%). Brancos, nulos e abstenções somaram 2,5 milhões (29,2%).

Recorde de abstenções

Esta foi a eleição na capital paulista com o maior índice de abstenções, brancos e nulos das últimas seis eleições municipais.
Neste domingo (2), deixaram de votar 1,9 milhão (21,84%) de eleitores paulistanos. O percentual de votos nulos foi de 11,35% (788 mil votos) e de votos em branco, 5,29% (367.471 votos).
Segundo os dados divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a eleição municipal de 2012 já tinha tido recorde de faltantes desde a eleição municipal de 1996. A abstenção foi de 18,48% dos eleitores (1,6 milhão) em 2012. A soma de brancos, nulos e ausentes chegou a 2,5 milhões.

Não foi só em São Paulo

UOL
João Leite (PSDB), à esquerda, e Alexandre Kalil (PHS), à direita, duelam no 2º turno de Belo Horizonte
O número de votos brancos, nulos e de eleitores que não compareceram foi maior do que o dos candidatos que passaram para segundo turno em Belo Horizonte e noRio de Janeiro.
Em Belo Horizonte, os dois candidatos que disputarão o segundo turno na capital mineira tiveram menos votos juntos que o total de abstenções, nulos e brancos.
João Leite (PSDB) obteve a preferência de 395.952 eleitores (33,4%) e Alexandre Kalil (PHS) 314.845 (26,56%), o que soma 710.797. As abstenções (417.537), os votos nulos (215.633) e brancos (108.745) totalizaram 741.915.
No Rio de Janeiro, o total de brancos, nulos e abstenções no Rio é 1.866.621. Marcelo Crivella (PRB) teve 842 mil votos, e Marcelo Freixo (PSOL), 553 mil. Juntos eles receberam 1.395.625 votos. 


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Justiça suspende distribuição da “pílula do câncer” em MS e São Paulo

A Justiça suspendeu a distribuição da “pílula do câncer” em Mato Grosso do Sul e São Paulo. A decisão é da presidente do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), desembargadora federal Cecília Marcondes. O tribunal abrange os dois Estados.
A magistrada suspendeu decisão liminar da Justiça Federal de São Carlos que determinava que a União e o Estado de São Paulo fornecessem a substância fosfoetanolamina sintética a um paciente. Na decisão, Cecília Marcondes explicou que não há prova científica capaz de atestar a eficácia da fosfoetanolamina sintética no tratamento do câncer e que a substância, que ainda não passou pelos testes clínicos necessários à sua utilização por seres humanos, não conta com o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
“Cuida-se de substância que vem sendo produzida e consumida sem um mínimo de rigor científico, pois não há pesquisas que atestem a sua eficácia no organismo humano. Não é demais lembrar, neste contexto, a relevante preocupação com os efeitos colaterais que podem advir do uso indiscriminado de novas drogas, haja vista o que ocorreu num passado recente com a talidomida, que depois de testada sem percalços em camundongos foi indicada para evitar enjoos em pacientes grávidas e provocou deformidades físicas em milhares de crianças no mundo todo. Portanto, o risco à saúde pública é manifesto”, afirma a desembargadora federal.
Como nenhum laboratório ainda produz a fosfoetanolamina sintética e o laboratório PDT Pharma produzirá a substância exclusivamente para a realização do estudo clínico, Cecília Marcondes concluiu que a decisão da Justiça Federal de São Carlos de obrigar a União e o Estado de São Paulo a fornecê-la coloca em risco a ordem administrativa e econômica.
Cecília Marcondes também destacou que não ignora “a relevância das ações e as esperanças depositadas na cura de uma doença que afeta milhões de cidadãos ao redor do mundo, cuja busca por tratamento muitas vezes foge da racionalidade e são depositadas na fé, na espiritualidade e em tratamentos experimentais”. Porém ressaltou que, embora a saúde seja direito de todos e dever do Estado, o Poder Público não é obrigado a assegurar tratamentos não convencionais e sem base científica.
Com relação à Lei nº 13.269, de abril deste ano, que autorizou o uso da fosfoetanolamina sintética por pacientes diagnosticados com neoplasia maligna, a magistrada explicou que a norma, ao mencionar que seu uso será por livre escolha do paciente, desautoriza a obrigação legal de fornecimento por parte da Administração Pública. “Compete ao paciente buscar o laboratório que produza, manufature, importe e distribua a substância, em relação tipicamente comercial e entre entes particulares, sem a presença estatal”, conclui a presidente do TRF3.
CampoGrandeNews
Postado por: Ygor I. Mendes

terça-feira, 10 de maio de 2016

Manifestantes pró-governo liberam rodovias federais no RS

Os manifestantes contrários ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff liberaram todas as estradas federais que eram alvo de bloqueio desde o início da manhã desta terça-feira, 10, no Rio Grande do Sul. Ao longo do dia, mais de 10 trechos tiveram o trânsito interrompido. Os atos fazem parte do Dia Nacional de Paralisações e Mobilização contra o Golpe, com eventos em diversos Estados. Os manifestantes levaram cartazes e gritaram palavras de ordem em defesa do governo federal. Em alguns pontos, houve queima de pneus.

Ao longo da manhã, as autoridades negociaram com as lideranças dos protestos para desalojar as rodovias. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF-RS), por volta do meio-dia todas as estradas federais no RS estavam liberadas. Às 14 horas, não havia nenhum novo foco de manifestação.

No início da tarde, no entanto, ainda havia pontos de mobilização em rodovias estaduais, como no km 224 da RSC-471, em Encruzilhada do Sul, e no km 380 da RSC-377, em Alegrete. De acordo com o Comando Rodoviário da Brigada Militar, neste segundo ponto estão reunidas cerca de 70 pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Há três assentamentos nas proximidades do local. Outras vias estaduais já foram liberadas.

Os protestos desta terça foram convocados pela Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo. O objetivo, de acordo com os organizadores, é chamar a atenção da sociedade sobre a possibilidade de afastamento da presidente Dilma e pressionar senadores a votarem contra a admissibilidade do processo na quarta-feira, 11.

Vários Estados

De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), há manifestações registradas em vários Estados, como Bahia, Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Distrito Federal.

Durante a manhã, a Frente Brasil Popular, fez uma convocatória para que os manifestantes fossem às ruas. "Vai ter muita luta em defesa da democracia! O Brasil diz não contra o golpe!", diz uma mensagem postada no Facebook.

A CUT informou que os atos em todo o País são "em defesa da democracia, dos direitos trabalhistas sociais e humanos".

São Paulo

A Avenida 23 de Maio, importante via da capital paulista, foi bloqueada nos dois sentidos na altura do Terminal Bandeira, no Centro. Os manifestantes atearam fogo em madeira e pneus e liberaram a pista por volta das 8h30.

Houve também protesto na rodovia Hélio Smidt, que dá acesso ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, e na Marginal do Pinheiros. Os manifestantes também interditaram a Marginal do Tietê, perto da Ponte do Tatuapé, sentido Castelo Branco. Na rodovia Raposo Tavares, no sentido São Paulo, o protesto foi de um grupo é formado por estudantes que reivindicam melhorias na merenda.

Interior paulista

Reivindicações salariais misturadas a protestos contra o processo de impeachment paralisaram o transporte coletivo em 11 cidades da região de Sorocaba durante o período da manhã. Em Sorocaba, os ônibus circularam das 4 às 6 horas e foram recolhidos às garagens.

Milhares de pessoas não conseguiram chegar ao trabalho. Manifestações dos sindicatos dos motoristas e dos metalúrgicos, ligados à CUT, interromperam o trânsito nos principais corredores viários. Um dos protestos foi realizado em frente à prefeitura.

Em Tatuí e Itapetininga, o transporte urbano também foi paralisado. Nas três cidades, a previsão era de que o serviço fosse retomado entre 10 e 11 horas. O sindicatos alegam falta de atendimento às reivindicações salariais de motoristas e cobradores, mas também criticam a tentativa de afastamento da presidente Dilma.

A greve se estendeu ao transporte urbano e intermunicipal de Votorantim, São Roque, Alumínio, Mairinque, Araçoiaba da Serra, Salto de Pirapora, São Miguel Arcanjo e Itapeva.

Rio de Janeiro

Manifestantes contrários ao processo de impeachment bloquearam duas rodovias importantes do Rio, entre a madrugada e a manhã desta terça-feira. A Rodovia Rio-Santos foi fechada nos dois sentidos, por volta das 6h40, na altura do município de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio. Segundo a PRF, os manifestantes espalharam pela pista pneus que incendiaram, na altura do quilômetro 394. Alguns portavam bandeiras da CUT. Por volta das 8 horas, a pista foi totalmente liberada.

Durante a madrugada, por volta das 4h50, os manifestantes também interditaram parcialmente a pista sentido Rio de Janeiro da Rodovia Presidente Dutra, na altura do município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Eles também atearam fogo em pneus, o que exigiu a atuação de bombeiros. A via foi totalmente liberada às 5h30. Outro grupo de manifestantes se concentrava, por volta das 9 horas, na entrada principal da Refinaria Duque de Caxias (Reduc).

Paraíba

Em João Pessoa, o bloqueio foi no quilômetro 35 da BR-230. O trânsito está totalmente interditado para quem segue paras as cidades de Campina Grande, no interior paraibano, e Natal, no Rio Grande do Norte. Os protestos também são liderados pela Frente Brasil Popular, com grupos espalhados em vários pontos da cidade.

Eles fecham ainda o acesso a trens e a empresas de ônibus coletivo. Em Campina Grande, a interdição é na rotatória da BR-230 que dá acesso à cidade.

Rio Grande do Norte

Em Natal, o serviço de ônibus foi paralisado na região metropolitana durante a manhã. De acordo com a prefeitura da capital potiguar, táxis e ônibus fretados foram autorizados a fazer lotação durante a paralisação. Manifestantes também queimaram pneus no acesso ao campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), vizinho ao viaduto na BR-101.

Pernambuco

O MST fez várias interdições no Estado, segundo a PRF. No interior, o trânsito está bloqueado nas dois sentidos das BRs 232, em Pesqueira, Agreste pernambucano, e na 101, em Goiana, na Zona da Mata. Já na Região Metropolitana do Recife, o protesto é no quilômetro 83 da BR-101, em Jaboatão dos Guararapes.

Paraná

De acordo com a PRF, manifestantes do MST interditaram a Praça de Pedágio de Witmarsum, no quilômetro 340 da BR-277, em Palmeira. No Centro de Curitiba, foram colocados diversos balões em forma de coração, com a frase "Fica querida", em defesa da presidente Dilma.

Bahia

Os manifestantes fecharam vários trechos de rodovias baianas. No quilômetro 523 da BR-324, em Feira de Santana, a via foi interditada no sentido Salvador. Na mesma rodovia, em Candeias, o protesto fechou uma pista no sentido Feira de Santana. Já em Itabuna, a interdição foi no quilômetro 508 da BR-101. Na capital baiana, movimentos sociais interditaram a Avenida Suburbana.

Mato Grosso do Sul

De acordo com a CUT, apesar da chuva que cai no Estado, a BR-267 foi interditada no início da manhã.

EM

Postado por: Ygor I. Mendes

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Estudantes cumprem ordem judicial e deixam plenário da Alesp

Alunos ocupavam o local desde terça-feira (3) para pedir CPI da máfia da merenda

Os estudantes secundaristas que ocupavam o plenário da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), zona sul da capital, decidiram cumprir a decisão judicial e abandonaram o prédio, por volta das 15h50 desta sexta-feira (6). Cerca de 50 jovens deixaram o local com cravos brancos nas mãos.
Depois de serem notificados a deixar o prédio em até 24 horas, os secundaristas montaram uma força-tarefa para pressionar os deputados a assinar a instalação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar os desvios de recursos da merenda.
Os alunos fizeram um jogral informando que se sentiam vitoriosos e que, na próxima semana, voltariam a cobrar os deputados para criação da CPI. Os estudantes disseram ainda que não têm dinheiro sequer para comprar a própria alimentação e que não sujeitariam seus pais a pagar uma multa de R$ 30 mil.
Se não saíssem voluntariamente, os estudantes estariam sujeitos à multa. O grupo entrou no plenário na terça-feira (3). No primeiro dia da ocupação, o presidente da Casa, Fernando Capez (PSDB), chegou a impedir a entrada de alimentos para os manifestantes, na tentativa de cansá-los. Porém, os estudantes continuaram recebendo alimentação.
Centro Paula Souza
Na manhã desta sexta-feira, os alunos das ETECs (Escolas Técnicas Estaduais) foram retirados do Centro Paula Souza, na região central de São Paulo. Os estudantes ocupavam o local desde quinta-feira (28) para protestar contra a máfia da merenda. A Polícia Militar informou que quatro homens foram detidos e um adolescente, apreendido, suspeitos de furtarem objetos de dentro do prédio.
R7
Postado por: Ygor I. Mendes

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Artista tenta resgatar cerrado que existiu em São Paulo

Onde a maioria das pessoas vê um terreno baldio cheio de mato, o artista plástico Daniel Caballero, 42, enxerga resquícios de uma São Paulo pré-concreto.
"Muita gente pensa que a vegetação aqui era só de Mata Atlântica, mas predominavam campos, ou seja, havia cerrado", argumenta. "Aqui tinha um pantanal, provavelmente até com tuiuiú, igual ao Pantanal mato-grossense."
Há oito meses, ele anda por terrenos da metrópole em busca de plantas para compor o 'Cerrado Infinito', uma trilha de 50 metros que começou na Praça Homero Silva, conhecida como "Praça das Nascentes", no bairro da Vila Madalena, na zona oeste da cidade.
Há desconhecimento sobre o que foi o cerrado paulistano, uma vez que a paisagem foi sendo substituída por árvores "importadas", chamadas de exóticas, explica Daniel.
A Prefeitura de São Paulo mapeou 650 mil árvores nas vias públicas e nas cerca de 5 mil praças da cidade. De todas elas, apenas 477 são exemplares de ipê branco, a única classificada como árvore do cerrado pelo órgão.
Nas vias e praças de São Paulo, a maior parte das árvores é exótica (62%) e apenas 37% são nativas ─ retrato de uma época em que não havia consciência de que plantas exóticas podem se tornar pragas e roubar espaço, nem de que as nativas oferecem recursos para os animais locais, como beija-flores e abelhas.
Pouco se sabe sobre a vegetação que existia em São Paulo. Segundo a bióloga Elza Guimarães, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), acredita-se que a cidade era coberta por vegetações diversas, incluindo áreas de formações mais abertas (cerrado), entremeadas por Mata Atlântica, florestas com pinheiros e vegetação ribeirinha às margens dos rios e áreas de brejo.
Poucos naturalistas visitaram São Paulo quando ainda existia a cobertura original, já encontrando a vegetação bastante adulterada.

Terrenos baldios e mutirão

Para seu projeto, Daniel se veste de "explorador" e visita terrenos baldios e margens de avenidas, locais que, por não serem alvo de especulação imobiliária, podem abrigar espécies escondidas ─ inclusive de plantas do cerrado.
A partir de pesquisas em livros de botânica, ele desenha ou fotografa os exemplares escolhidos e recolhe alguns deles, para serem replantados.
Desde que começou a desenhar, na infância, foi incentivado por seu professor a desenhar plantas e, aos dez anos, ganhou um livro do pintor alemão Johann Moritz Rugendas (1802-1858), que ilustrou expedições pelas Américas no século 19.
A exemplo dele, Daniel está montando um catálogo com 70 plantas da praça na Vila Madalena. Esses desenhos e informações sobre as espécies estarão disponíveis em breve para quem visitar o local, podendo acessá-los por meio de Código QR.
Todo sábado, às 10h, o artista está lá perto de uma formação rochosa e algumas árvores retorcidas que considerou ideais para fazer renascer o cerrado paulistano.
No início, trabalhava apenas acompanhado da namorada, a arquiteta Mariana Andrade Prata. Mas a iniciativa cresceu e hoje ele recebe ajuda de voluntários.
Além de ajudar a plantar, um deles, por exemplo, se ofereceu para fazer o site do projeto.
O artista Lúcio Tamino plantou cerrado em sapatos e deixou a obra na praça. Outra artista, Letícia Rita, instalou caixa de sons para trazer de volta o piar de um pássaro noturno raro. Já o grafiteiro Júlio Barreto ilustrou lobos-guarás na praça e numa escadaria próxima.
"É um trabalho relevante não só para a cidade, como para as pessoas que vem aqui e pensam 'que monte de capim é esse?' Chama atenção para espécies nativas do país", defende Barreto.

Borboletas

Além da nova diversidade de plantas da praça, com flores diferentes, já é perceptível o aumento da visita de borboletas, abelhas e outros polinizadores.
Edegar Bernardes, biólogo, visitou o local e ficou impressionado com as espécies encontradas por Caballero. Entre elas, cita a fruta-do-lobo ou lobeira, um arbusto com flores roxas e frutas esverdeadas. "O nome faz lembrar que o lobo-guará existia em São Paulo, alimentava-se desse fruto e dispersava as sementes", diz.
A pequena árvore de araçá-do-campo, que deu nome ao cemitério e ao Caminho do Araçá, atual avenida Consolação, também é cerrado. Outra planta é a língua-de-tucano, erva ornamental com folhas verde claras que lembra o formato da coroa do abacaxi.
Na praça, também são encontradas as chamadas PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), que as pessoas foram deixando de comer por causa da padronização da indústria, segundo o colaborador Guilherme Ranieri, gestor ambiental.
São comestíveis os frutos das orelhas-de-onça, do murici, e as hastes florais do capim assa-peixe e dos gravatás.

Cerrado na zona leste


Ele planeja espalhar o 'Cerrado Infinito' por locais da capital, e um já está em construção na Escola Jardim das Camélias, na zona leste, em uma área de vulnerabilidade e realidade social bastante diferente daquela da Vila Madalena.
Daniel foi convidado pela artista e arte educadora Sílvia Maria Garcia, 38, para conversar com alunos, que ajudaram no plantio das espécies.
Para ele, trazer essa nova vegetação é uma "descolonização" da paisagem.
"Plantar o que tinha aqui antes de todo esse processo (de urbanização) é fazer uma tábula rasa, de apagar para permitir escrever de novo. O objetivo é que as pessoas saiam da cidade, voltem no tempo, criem uma intimidade com essas plantas, comecem uma cultura nova", explica.
Acima de tudo, porém, ele diz se tratar de um "trabalho de arte", mais do que uma preocupação em salvar o ecossistema. "É um trabalho simbólico, com a única utilidade de reflexão, de questionar nossa história. Espero que daqui a um tempo vire terreno baldio, vire selvagem, um refúgio para plantas e animais e haja uma lei 'não podemos podar o Cerrado Infinito'."
A Prefeitura não foi comunicada sobre o trabalho na praça da Vila Madalena, o que Daniel considera fazer parte do perfil de ocupação da obra artística, e o 'Cerrado Infinito' tem sido respeitado pelo órgão público nas podas recentes.
A praça tem outros trabalhos de recuperação por parte de voluntários, como o lago cuidado pelo coletivo Ocupe e Abrace.